Penúltimo dia do mês e aportamos com nosso post gringo de Agosto de 2026, trazendo alguns álbuns e EPs bem interessantes e recém lançados na música esquisita ou não do mundo pra vocês conhecerem. Desta vez, 7 trabalhos com artistas e bandas de 5 países diferentes, que vão da música jazzística mais tradicional até a música eletrônica, passando por experimentais abstratas, lo-fi e muito mais!
Na capa deste post, o quadro "Old Models" (de 1892), do pintor irlandês William Michael Harnett (1848 -1892), que nasceu num mês de agosto. Abaixo, os álbuns e EPs que curtimos muito neste mês. Todos lançados recentemente, vários lançados neste mês...
Vale ler sobre eles e ouvir na íntegra, porque música se ouve por completo e não a pedaços:
Alain Reverb - Human shame dub (Àlbum/ França)
Sébastien Leprestre é de Ancenis e pelo alterego de Alain, ele vem arquitetando em cima de texturas dark e eletrônica, esculpindo faixas entre ritmos pesados e experimentações glitch, seu projeto "I Want To Dub" transformando a hipersensibilidade em pressão sonora bruta. Seu segundo álbum Human shame dub, apresenta 8 faixas cheias de beat e bass, mergulhando ainda mais fundo na escuridão e no engajamento. Como uma obra de "Conscious Dub", o álbum aborda de frente o absurdo da nossa época e a nossa incoerência humana. Um afresco industrial engajado, onde o peso do Dub Stepper sincroniza a violência mecânica do nosso mundo. O trabalho chegou nesse ano em todos os streamings e no bandcamp abaixo:
Street Beat Brass - Down The Block (Álbum/ Estados Unidos)
Combinando a sonoridade característica de metais inspirada em Nova Orleans com elementos de jazz, funk, soul e instrumentação moderna, o novo trabalho da banda americana evidencia o espírito ousado do grupo e seu compromisso em expandir os limites do formato tradicional de banda de metais. Down the Block apresenta 7 faixas instrumentais muito bem pensadas e produzidas, ressaltando a disposição do Street Beat Brass em experimentar, sem abrir mão da energia contagiante que tornou o grupo um destaque da cena que faz parte. Ouça o álbum no seu streaming preferido ou no playlist abaixo:
Afterwise - Disintegration (Álbum/ Grécia)
De Atenas, a Afterwise é uma banda de post-rock/post-metal formada em 2021 por cinco integrantes que explora o espaço onde a atmosfera cinematográfica encontra um peso avassalador. Disintegration é o primeiro álbum do projeto, lançado em junho de 2026, uma jornada instrumental de seis faixas que captura a abordagem dinâmica do rock e do metal em várias vertentes. O álbum reflete o compromisso da banda em criar músicas emocionalmente ressonantes que equilibram beleza e peso, convidando os ouvintes a vivenciar cada composição como uma jornada tanto pessoal quanto cinematográfica. Além do lançamento virtual, o álbum tem lançamento previsto em vinil para setembro de 2026, fruto de uma colaboração entre a Dunk!Records e a Blackbox Records. Ouça o trabalho no bandcamp abaixo:
Ray's Music Exchange - A Live Family Rayunion (Álbum/ 2026)
Projeto musical do Cincinnati que existe desde 1996 criando músicas que trazem groove, exploram sonoridades diversas que conectam pessoas por meio da experiência ao vivo. Talvez por isso, A Live Family Rayunion, primeiro lançamento dos últimos 15 anos, seja exatamente um álbum gravado ao vivo. Recheado de convidados e participações especiais, o LP conta com 6 faixas instrumentais, que misturam elementos de jazz, psicodelia, numa vibe foda que deve ter sido uma noite massa pra quem presenciou. O trabalho chegou esses dias em todos os streamings e está também no bandcamp aqui:
KAT KIKTA - Moldavite (Álbum/ Reino Unido)
Primeiro álbum da multifacetada produtora, compositora e artista britânica, que transita sua criatividade entre música, cinema e arte sonora. Moldavite, recebe esse nome de um cristal vítreo verde encontrado na Europa Central, formado por um meteorito que explodiu na atmosfera e reagiu com o ar, criando pequenas pedras de vidro verde (tectitas). São 13 faixas que combinam batidas eletrônicas e orgânicas, suas próprias gravações de campo e vocais em múltiplas camadas, criando canções pop estranhas e impregnadas de uma estética cinematográfica e atmosférica. Hora caindo pro rap, outras pro Spoken Word, a artista apresenta seu universo particular, mas que pode ressoar em todos os cantos do mundo. O trabalho chegou em junho nos streamings e também está no bandcamp da artista, ouça aqui:
Five Times The Stars - LP01 (Estados Unidos/ Álbum)
Tenho poucas informações sobre esse trabalho. Sei que é um novo projeto solo instrumental do multi-instrumentista, compositor e produtor do Illinois Adam London. Ao longo das 10 faixas instrumentais do primeiro LP01 do projeto, lançado em Agosto de 2026, o artistas nos brinda com uma sonoridade experimental e ambient feita para o onírico e também para conter o abstrato. Tudo isso com uma produção boa, mas com aquela pegada lo-fi bacana e cercada de ruídos psicodélicos para aquecer os corações, hora acalmando e outras trazendo um pouco de barulho, por mais que sempre no compasso mais lento dos synths. O álbum está em todos os streamings e no bandcamp:
C222 - FREETRIO (EP/ Argentina)
Trio argentino formado por Ugo Adam, músico, pesquisador, cineasta e escritor. O músico experimental e guitarrista Luciano Muñoz. E o multi-instrumentista e clarinetista americano Collin Sherman. FREETRIO é o álbum mais abstrato e cheio de nuances do C-222. Um trabalho de 3 faixas calcado no jazz e na experimentação quase minimalista e, às vezes, furiosa. Um convite para ouvir profundamente uma nova dimensão que transcende o puramente sonoro e extrapola uma música quase sensorial. Já em todos os streamings e no bandcamp:
Curtiu os sons?! Diz pra nois seu preferido no comentários e espalha o post nas suas redes e pros seus amigs!!
Daniel Batata é Daniel Brandão: guitarrista, compositor, arranjador, produtor e videomaker de Juazeiro do Norte, no Ceará. Em 2024 ele lançou o álbum instrumental "O Ranger das Folhas", com 8 faixas de muito rock e psicodelia nordestina...
Músicas pro Seu Vizinho Tremer de Medo! é o primeiro EP lançado pelo cantor e compositor brasileiro Henry Rick em abril de 2021. Transitando pelo gênero folk punk, o artista de Campinas (SP) é conhecido por produções independentes com letras melancólicas, viscerais e instrumentação crua. "Esse EP faz parte de uma trilogia chamada "Músicas pro seu vizinho". Com violão, voz, e zero noção de produção musical, eu gravei essas quatro faixas muito inspirado pela música folk. E apesar do meu não se prender à gêneros, a ideia de ser algo baixo-orçamento folk D.I.Y está sempre presente nos meus trabalhos"...
O cantor e compositor pernambucano IVYSON lançou nesta quinta-feira (20/8) o EP ContraTempo, disponível em todas as plataformas digitais de streaming pelo selo Babel. O projeto reúne quatro faixas inéditas que abordam reflexões sobre o ritmo acelerado da rotina contemporânea, términos de ciclos, saudades e encontros afetivos, sucedendo a fase do álbum AFINCO (2024). IVYSON é um dos nomes revelação da nova cena independente pernambucana. Com produção musical e mixagem assinadas por Duda Raupp e masterização de Filei Filizzola, o EP apresenta arranjos que transitam entre a MPB, o pop contemporâneo e elementos da música urbana. O trabalho conta com a participação do rapper amazonense Victor Xamã na faixa de abertura, “Antigo Eu”, e traz o trio curitibano Tuyo na canção de encerramento, “Sinto”... Continue Lendo na Revista O Grito!
Fundada em 2025 na cidade de Campina Grande (PB), a banda Will e a Manufatura é formada por Willames Diniz (violão e voz), Pedro Haus (baixo e coros), Neo Lima (guitarra e coros) e Renato Barbosa (bateria). O projeto agrega elementos de música latina, blues, chanson, trova, baladas e MPB ao Rock e se apropria de temas religiosos, históricos, filosóficos e literários para abordar aspectos comuns do cotidiano. Suas alegorias recondicionam perspectivas por meio de símbolos antagônicos, uma vez cômicos, outra vez trágicos, ademais dramáticos, para provocar o interlocutor a discutir as circunstâncias que levam à reflexão de si, enquanto parte do complexo emaranhado de convicções fluidas e instabilidade emocional que cercam a contemporaneidade. O trabalho ganha vida no EP VAIAVIVA, já disponível em todas as plataformas de streaming, e nos palcos da Paraíba. Com um característico estilo pouco habitual às composições de ânimo popular, suas cinco faixas causam interesse pela maneira pouco ortodoxa de apresentar assuntos como afeição, liberdade, moralidade, tolerância, espiritualidade sob o compasso de nossas imposturas, compulsões, afetações e insipiências. O próprio nome da banda reflete essa estética quando alude ao processo de produção que alia apuro artesanal à divisão do trabalho com auxílio de instrumentos na transformação da matéria-prima. Soa deliciosamente estranho... Continue Lendo no Rapadura Rock Web
Veja Luz divulga “Revoada”, novo EP de estúdio que marca mais um capítulo de sua trajetória no reggae brasileiro contemporâneo. Reunindo cinco faixas inéditas, “Revoada”, “Força e Leveza”, “Acredite Sempre”, “Enquanto a Cidade Dorme” e “Almirante Negro”, o trabalho traduz em música temas como liberdade, consciência, afeto e transformação coletiva, reforçando a identidade artística construída pelo grupo ao longo de 18 anos de trajetória independente. Formada em 2008, em Taboão da Serra (SP), a Veja Luz desenvolveu uma linguagem própria que dialoga com o reggae jamaicano e inglês enquanto incorpora influências do soul, jazz, blues, R&B e hip-hop, sempre atravessadas por uma sonoridade brasileira. O novo EP amplia essa pesquisa ao equilibrar elementos eletrônicos, como beats, samples e texturas digitais, com guitarras, metais e arranjos orgânicos... Continue Lendo no Groovin Mood
Coroando o projeto audiovisual que recriou as canções do seu álbum de estreia, o cantor e compositor gaúcho Artur Wais lança o EP "Se Acostumar (Ao Vivo na Tec Audio)". O trabalho une todos os singles revelados quinzenalmente ao longo das últimas semanas e apresenta como novidade a versão ao vivo inédita da faixa-título, "Se Acostumar". O registro carrega um peso histórico contínuo para a música do Sul do Brasil, pois foi integralmente gravado na Tec Audio, em Porto Alegre, estúdio que completa 50 anos de atividades em 2026. A gravação captura a energia de uma banda tocando junta na mesma sala, trazendo arranjos encorpados para as canções. Para essa execução, o cancionista conta com a parceria do produtor musical Marcelo Corsetti na guitarra, de Miguel Tejera no baixo e de Dani Vargas na bateria. Com o ciclo de lançamentos do EP concluído, Artur leva a força desse formato aos palcos em uma nova sequência de shows. Na capital gaúcha, o artista se apresenta em show com entrada gratuita no Teatro Moacyr Scliar no dia 08 de setembro, seguido por um show no Teatro de Câmara Túlio Piva no dia 07 de outubro. A turnê também marca um momento importante para a trajetória do álbum: a primeira apresentação do show na cidade de São Paulo, que ocorrerá no Alvenaria Espaço Cultural no dia 24 de setembro, com entrada franca e contribuição espontânea...
Num contraponto geográfico, Mateus, que vive em São Paulo desde 2023, compôs as oito faixas que formam Um Ano aos Estilhaços justamente em suas temporadas em Maceió. Esse distanciamento possibilitou que o álbum respirasse outros ares além dos paulistas, com as canções vestindo, de alguma maneira, “uma roupa formada por essa mudança de espaços”, ele diz. Aterrado, mas com momentos mais livres, Um Ano aos Estilhaços expande-se por diferentes fases, alternando ruídos e texturas, delicadeza e intensidade, traduzindo uma rota de ansiedade, “quase depressiva, mas que encontra uma saída”, reflete Mateus. As duas primeiras músicas — “Um Ano aos Estilhaços” e “Dez de Espadas” — abrem o álbum sob uma atmosfera de crise, situação que as demais canções buscam solucionar. Essas tentativas culminam na última delas — “Cavalo desde ontem” —, cujo verso final — “nem só podemos morrer” — conclui a obra com uma perspectiva menos densa, “numa sensação de alívio, deixando tudo às claras”, ele pondera. A amplitude d’A Cães de Prata não se projetou somente nas perspectivas craqueladas do eu lírico de Um Ano aos Estilhaços. O perfil de produtor musical de Mateus veio à tona novamente, repetindo o que já havia se dado no álbum anterior d’A Cães de Prata, Cassius e Sonny, lançado em 2023. “Quando lancei ‘Nocaute’, meu primeiro álbum, em 2021, fiquei restrito à composição, dirigindo uma produção coletiva com cada um dos músicos, mas, no trabalho seguinte, comecei a explorar mais o lado da produção em si, botando a mão na massa mesmo”, ele completa. “Neste de agora, participei da produção de todas as canções, além de ter assinado parte dos arranjos de ‘Um Truque’, ‘Dez de Espadas’ e ‘Fumaça’”... Continue Lendo no Inhai
Pedro Fraemam, 27, é um artista, compositor e músico recifense independente. Começou a trabalhar com música desde 2016, quando era mais intérprete e tocava em bares e festas. Foi em 2024 que mergulhou de vez na música autoral, com o single de estreia “Árvore da Vida” e com o EP “um mergulho no meu melodrama”, produzidos por Matheus de Bezerra, artista e produtor recifense, e Gabriel Cordeiro (Chant), ambos da Cordilheira Estúdio, no ano de 2023. Agora em 2026, ele retoma com seu novo EP "nem todo dia é CARNAVAL”, que traz uma nova estética para o seu som, com influências pernambucanas e brasileiras mais diretas, em contraponto ao seu trabalho prévio que seguia outro caminho. Pedro mescla várias de suas influências, que passeiam por diversos gêneros musicais, mas que no final criam um verdadeiro caldeirão sonoro autêntico e sincero...
"menu arauto exe" é o ep que precede o o álbum "este pode ser o último" previsto para ser lançado em dezembro de 2026, o trabalho marca uma nova etapa estética e sonora do artista Alex Skulla, com experimentações entre noise, rap, ciberpunk e música de guerrilha, os temas transitam entre alienação, danos mentais e consequências da vida digital, O EP é estruturado como uma jornada reflexiva e experimental sobre como é existir em um mundo que muda a cada segundo...
O lançamento nº 44 da Bumpy Records é “Cláudia Raia da Loucura”, o novo álbum de LULE — projeto do músico de avant-rock Luiz Bruno, de Porto Alegre (Brasil). “Cláudia Raia da Loucura” reúne faixas de *psych-rock* solar que evidenciam a versatilidade de Bruno como compositor, oferecendo um contraste caloroso em relação ao seu projeto experimental/eletrônico de tom mais niilista (ou realista?), o I Know I’m An Alien. As canções aqui remetem mais ao Flaming Lips de meados dos anos 90 do que ao Devo dos anos 70, conseguindo combinar a exploração lúdica de paisagens sonoras característica de ambos os grupos...
Há discos que contam histórias por meio das palavras. TRAMA escolhe outro caminho. Em sete composições instrumentais, o novo álbum do Luan Sodré Quarteto — a ser lançado nas plataformas digitais no dia 12 de agosto — conduz o ouvinte por uma paisagem sonora em que violão, baixo acústico, bateria e percussão dialogam com os sambas da Bahia, as sonoridades afrodiaspóricas, de terreiro, o maracatu, o coco, o jazz e a improvisação contemporânea. O resultado é uma obra que transforma diferentes referências musicais em uma experiência marcada pelo encontro entre tradição e criação. O disco inaugura uma nova fase na trajetória de Luan Sodré ao apresentar, pela primeira vez, seu trabalho em quarteto. Depois do álbum Afrodiaspórico (2021), gravado em trio, o músico amplia a formação ao lado de Alexandre Vieira (baixo acústico), Marcos Santos (bateria) e Marcelo Pinho (percussão). Inspirado na arte da tecelagem, TRAMA parte da ideia de que diferentes lugares se entrelaçam, tecendo uma grande rede de conexões traduzida em música... Continue Lendo no Midia Ninja
Daniel Oliveira, ou Y3ll, vive no extremo leste de São Paulo (entre Guaianases e Cidade Tiradentes) e desde 2016 está na vivência do hip hop e lançando raps. Ao longo dessa trajetória de quase 10 anos, fez parte de um grupo com amigos chamado Retângulo de Ouro e lançou alguns trabalhos. “Minha relação com rap sempre foi de fazer o que eu gostaria de ouvir e ter liberdade em fazer o que eu acho certo”, comenta o artista. Entre os lançamentos, estão dois álbuns: “Diaz dy Baile” (2019), em colaboração com o produtor/trapper Sloope, e a coletânea solo “ART INpopular” (2021), que conta com diversas participações. E três EPs: “Jazzchave” (2021), focado em rimas sobre bases de jazz, em colaboração com o rapper Alamim e produção de Trempa Palace; além dos EPs solo “Material pra Descarte” (2023), formado por faixas não terminadas e experimentos, e “Entre Samples Roubados & Cerveja Barata” (2025). Numa sonoridade mais atrelada ao rap alternativo, com ecos de city pop, indie, animes e música brasileira, o trabalho versa sobre liberdade em tempos de redes sociais e conexão permanente... Continue Lendo no Zona Suburbana
O repertório de “Alfabeto”, segundo álbum de Edwin de Paula, começou a ser divulgado em 2023, com o single “Tempestade solar”, mas o conceito do disco tomou forma em 2025, após uma viagem que o cantor, compositor e produtor fez pela Cordilheira dos Andes, de Kombi, ao lado de três amigos. O artista passou um mês rodando pela região, observando as montanhas e tendo contato com novas pessoas e tradições, uma experiência transformadora. Como o título do registro sugere, “Alfabeto”, lançado na última sexta-feira (31 de julho) nas plataformas digitais, é um trabalho sobre linguagem. “Aprender o espanhol me expandiu bastante os horizontes e ter contato com os diferentes povos da região que a gente conheceu, de população predominantemente indígena, da relação da língua indígena com a do colonizador, que é bem diferente da gente, lá eles usam mais a linguagem local”, comentou o músico, que é professor de inglês em Joinville. O álbum pode ser caracterizado como folk, de folclore. Munido do violão e do computador, o artista produziu tudo sozinho utilizando samples e instrumentos virtuais, um trabalho de pesquisa por sonoridades e curadoria. As canções têm forte carga étnica, não somente latina: na abertura em “100 milhões”, o produtor usa um trecho de música da Armênia, enquanto “Shanidar” traz elementos do assouf, conhecido ritmo do povo Tuaregue (da região do Saara), também chamado de blues do deserto. “Alfabeto” também apresenta batidas eletrônicas, como em “Sussurro do tempo”, e conta com a participação da cantora e compositora Ellen Mirú em “Humana”, tema central do disco, que apesar da pluralidade de referências, soa coeso. Edwin de Paula falou sobre o conceito e a estética de “Alfabeto”... Continue Lendo no Rifferama
A cor azul carrega a serenidade dos recomeços, a profundidade das emoções e a delicadeza de encontrar beleza na vulnerabilidade. Através do tom, Ana Be apresenta Sintonia dos Novos Começos (2026) que transforma o amor em uma narrativa distante das idealizações, preferindo explorar seus caminhos mais honestos, contraditórios e humanos. ana be sintonia de novos começos. Nascida e criada na Zona Leste de São Paulo, a cantora e compositora apresenta um trabalho que enxerga o afeto como um movimento constante. Em vez de buscar respostas definitivas, suas canções acompanham as mudanças de um eu-lírico feminino que descobre, desaprende e reconstrói a própria maneira de amar. O disco entende que a vulnerabilidade não é um desvio, mas uma força capaz de abrir espaço para novas experiências... Continue Lendo no Desalinho Cultural
Madame Ralph é um projeto autoral do cantor, compositor e músico carioca Ralph Holzmann e traz Luis Calil (Cambriana) na produção musical. O trabalho apresenta 5 faixas autorais, três delas inéditas - “Roda” e “Hilda” já haviam sido lançadas como singles. Neste “Inventário”, Ralph abre uma coleção de memórias díspares na tentativa de articular sentimentos sobre o absurdo da vida e nossas atitudes sobre ela. “O título é assim porque quando decidi gravar, olhei para um histórico longo de composições minhas e elas pareceram justamente como um testamento de todas as minhas fases. E tudo isso é ‘herdado’. São ideias transmitidas pela família ou por linguagens comuns que partilhamos como seres humanos”, ele reflete. Como não poderia deixar de ser, o nome do EP também evoca uma ideia de luto e perda, na tentativa de ilustrar o que permanece após uma ruptura. “Por isso a representação visual da capa com diversos elementos e formas encobrindo um corpo: a composição de nossa existência é heterogênea e produzida a partir de raízes que permanecem encobertas, sobrepostas”, pondera Ralph. Musicalmente falando, “Inventário” é um registro puro da criação do artista, que esteve ativamente envolvido nas composições como um todo: letras, melodias e propostas de timbre. A entrada do produtor Luiz se deu pélo desejo do artista em inovar sonicamente aquelas ideias primeiras, o que acabou se concretizando de maneira fluida...
Sandro é um homem apaixonado pela paixão e o seu segundo álbum de estúdio é a prova cabal desse amor todo que o artista gaúcho tem pra dar. Ti Amo fica disponível nas plataformas digitais a partir da quarta-feira (29 de julho de 2026), e apresenta 8 faixas autorais, com produção musical do próprio Sandro. “Eu só quero chegar no teu ouvidinho e dizer miau” Sim, romance é assunto sério na discografia de Sandro. É o tema principal do disco “Cruel”, de 2023, e do EP “Love Dance Cafe”, de 2019, além dos diversos singles lançados de 2018 até hoje. Ao longo dessa trajetória toda, a sensação gostosinha de estar a fim de alguém foi cantada por Sandro de maneira bem humorada, e por diferentes fases estéticas. Bedroom pop, dream pop e outras delícias sonoras já foram apropriadas pelo artista em sua carreira, mas que agora se estabelece em um novo lugar com Ti Amo. “Esse disco nasceu em minhas horas livres, é fruto dos meus momentos de descanso. E sinto que por isso mesmo ele traz tudo que eu gosto de ouvir e produzir, de um jeito natural, leve”, completa Sandro. “Não fiz sob pressão de nada e me guiei pura e simplesmente pelo prazer de criar. Sinto que nisso tudo, a ousadia se fez mais presente também, um efeito colateral inevitável e muito bom de como o processo criativo se deu”, ele revela. Ti Amo se encaixa bem na prateleira do new wave pop, no entanto não fica só nisso, vai além. É nítida a presença de estruturas absorvidas de Jorge Ben Jor, do synth pop e do latin pop - referências que Sandro sempre gostou de ouvir e também foi construindo intimidade ao longo dos últimos anos, a partir de seus trabalhos enquanto produtor musical, técnico de luz e diretor de palco para bandas e artistas da cena independente de São Paulo, cidade onde ele se radicou há um bom tempo...
Violonista e um dos fundadores da Cordel do Fogo Encantado, Clayton Barros estreia solo com “Primitivo Atemporal”, álbum que ganha lançamento em parceria com o selo Estelita. “Primitivo Atemporal” traz uma miscelânea de estilos musicais, com músicas que passam pelo samba, pelo rap, repente, baião, eletro, funk, além do rock e da MPB, ritmos base do artista, que tem o violão como espinha dorsal do novo álbum. “O disco fala diretamente sobre o Sertão”, adianta Clayton Barros. “Desde os tempos primitivos até a diversidade do território, os povos originários, entradas e bandeiras, invasão, luta, miscigenação, a cultura e a relação com a natureza, instinto, misticismo, conhecimento autóctone e as personagens em desenvolvimento ao longo do tempo. O termo ‘Primitivo’ abrange isso tudo e muito mais. Já o termo ‘Atemporal’ busca evidenciar o resultado da nossa face primitiva nos dias atuais”, explica o músico... Continue Lendo no Scream Yell
Há algumas semanas, nós da Divergent Beats tivemos a oportunidade de falar sobre “I Build Shelter From Branches of Second-Guessing”, o primeiro single que apresentou esta nova fase do Scrambled Heads. Naquele momento, fomos conquistados pela força da música, mas também pela beleza do videoclipe, capaz de transformar natureza, silêncio e movimento em uma extensão perfeita daquilo que a banda queria comunicar. Já era possível perceber que havia algo muito especial sendo construído. Agora, com o lançamento de “Inward, Then Apart”, finalmente podemos enxergar essa história completa. E ela é ainda mais intensa do que imaginávamos. São seis faixas que não existem apenas para serem ouvidas. Elas existem para serem vividas. Existe uma diferença enorme entre fazer um EP de post-hardcore e criar uma obra que consegue emocionar sem abrir mão do peso, da urgência e da honestidade. O Scrambled Heads encontra exatamente esse equilíbrio, navegando entre o punk alternativo, o emo e o post-hardcore emocional sem nunca soar preso a um único rótulo... Continue Lendo no Divergent Beats
“No auge das queimadas da Amazônia, em 2023, houve um dia em que o céu escureceu de vez. Olhei para cima e me questionei: ‘Ainda veremos um sol?’”, conta o cantor e compositor Leandro Serizo. A inquietação provocada pela cena deu origem à centelha criativa que, anos depois, se transformaria em SOL QUIMÉRICO, álbum que chega às plataformas digitais em 30 de julho com distribuição do selo Vinte7 Records. Inspirado por crises e pelos rumos que toma a sociedade contemporânea, o trabalho apresenta uma narrativa que atravessa realidade e ficção. As 13 faixas de SOL QUIMÉRICO transitam entre o rock progressivo, o metal, a MPB e o R&B, além de passar pelas tradições musicais afro-latinas e do mediterrâneo oriental. Juntas, carregam influências que vão do compositor e pianista de jazz armênio Tigran Hamasyan à banda System of a Down, passando ainda por nomes como Chico Buarque e Dead Can Dance. No entanto, antes de se firmar como um exercício de estilo, a obra revela um gesto político: fala da destruição ambiental, da robotização do ser humano, das guerras e da hegemonia imperial... Continue Lendo no Musicult
PROMOÇÃO DE FINAL DE ANO E INICIO DO PROXIMO HOMINIS DISSEMINA!!
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