Penúltimo dia do mês (e do ano) e aportamos com nosso post gringo de Maio de 2026, trazendo alguns álbuns e EPs bem interessantes e recém lançados na música esquisita do mundo pra vocês conhecerem. Desta vez, 7 trabalhos com uma invasão de artistas e bandas italianas, somadas a novos trabalhos dos Estados Unidos, Bélgica e Egito, que vão da música erudita até a música eletrônica, passando por experimentais abstratas que sinalizam novos estilos sonoros e muito mais!
Na capa deste post, o quadro The Red Orchestra (de 1957), do pintor espanhol Salvador Dalí (1904-1989), que nasceu num mês de maio. Abaixo, os álbuns e EPs que curtimos muito neste mês. Todos lançados recentemente, vários lançados neste mês...
Vale ler sobre eles e ouvir na íntegra, porque música se ouve por completo e não a pedaços:
hythmspitter - Cosmological Exigency and the Astrological Paradigm (Álbum/ EUA)
Projeto solo do baixista californiano Michael Mosley. A ideia do projeto é combinar vários instrumentos e ritmos mundiais para produzir um rock instrumental e batidas lo-fi para vibrar e relaxar. É mais ou menos essa vibe de Cosmological Exigency and the Astrological Paradigm, novo trabalho lançado neste mês de abril. Com 8 faixas instrumentais que se conectam e levam o ouvinte para vários locais do mundo. Tem um certo ar de som dos balcãs no trabalho, talvez pela pegada percussiva, que é bem interessante. Em todos os streamings e aqui:
Pasquale Pietro Del Giudice - Hurbinek (Álbum/ Itália)
Pasquale mora na província de Bérgamo. Ele é poeta com livros publicados e músico que já vem tocando em bandas desde os anos 2000. Em Hurbinek, seu novo álbum de 8 faixas, lançado no final de abril pelo selo australiano Glitchpulse Records, ele homenageia a criança mencionada por Primo Levi em "A Trégua e os Afogados" e "Os Salvos" no título. Tudo isso em meio a synths e ruídos interessantes, que perpassam as faixas do trabalho, com um certo ar lo-fi e até meio retrô em alguns momentos. Vale ouvir no seu streaming preferido ou no bandcamp do selo:
Loris Tils - Expansion (Álbum/ Bélgica)
Baixista, compositor e produtor belga com 20 anos de carreira e muita música, Loris já apareceu por aqui em algum lançamento seu e retorna com seu novo álbum. Expansion foi lançado em Maio e apresenta 8 faixas, sendo 3 delas ao vivo, cheias de groove e ótimas linhas de baixo, que interagem muito bem com bons momentos de bateria, teclados e guitarras, naquela pegada jazz funk marota e cheia de energia. Ele fala que é como se ele tivesse abraçado aquela névoa que surge de manhã e sai para tocar e dançar com ela. Eu acho que é um trabalho bem ensolarado pra tanta névoa, mas talvez seja por que eu to no Brasil. De qualquer forma, vale ouvir demais nos streamings ou aqui:
Domiziano Maselli - Garden of Kira (Álbum/ Itália)
Novo trabalho do artista visual e sonoro, que vem lançando trabalhos desde 2014 e é membro do coletivo artístico Eremo, de Milão. Garden of Kira contém 7 faixas instrumentais e experimentais, é uma obra densa com uma crueza abrasiva bem interessante. Este disco representa o ápice de uma estética enganosamente mais contida, mas que apresenta boa evolução sonora em meio aos noises e synths das faixas. O álbum se inspira na fricção colaborativa com o contrabaixista e produtor genovês Tommaso Rolando — “uma esfera expressiva onde a improvisação livre e a investigação acústica rigorosa eram primordiais”, explica Domiziano em seu release. Um baita trabalho de noise, ouça aqui:
E-spect music - Movie Scores Vol. 2 (Compilação / Estados Unidos)
Produtor e compositor da Carolina do Norte, Movie Scores Vol. 2 chega 2 anos após o primeiro volume, na ideia de trilha sonora para o cinema, cheia de beats e muito hip hop. São 20 faixas curtas que combinam composição orquestral, bateria boom bap, texturas e influências soul e narrativa inspirada em trilha sonora. Tem uma produção massa, que poderiam ser plano de fundo para cenas, mas também poderiam ser usados para flows e rimas. O trabalho esta em todos os streamings desde o começo de maio e aqui:
Sherif DAHROUG - Nuite Du Songe (Álbum/ Egito)
Novo trabalho do aclamado concertista e compositor egípcio, dono de diversas premiações por causa do seu trabalho visionário, com um grande avanço na música contemporânea. Vivendo em Paris, ele apresenta Nuit du Songe, um novo álbum instrumental com 9 faixas, concebido como uma passagem noturna entre a peregrinação e o retorno, o aparecimento e o desaparecimento. Um trabalho delicado, que mostra toda a capacidade do sentimento humano, escrito para piano, piano preparado, sinos de igreja, colorações vocais e instrumentos híbridos. O álbum chegou nesse mês em todos os streamings, ouça na playlist abaixo:
CK722 & Kevin Follet - Mnemosis (EP/ Itália)
EP conjunto feito entre dois produtores e compositores de música eletrônica de Verona, na Itália, lançado pelo selo espanhol Arthropoda Music. São apenas 2 faixas, que seguem o conceito de de memoria exposto no nome do EP, mnemose. O EP aplica esse conceito à história, concentrando-se em dois atos cruciais de violência: Moosham e Sharpeville. A paisagem sonora é uma fusão de texturas ambientais modulares, eletrônica cinematográfica e a energia caótica do free jazz. O trabalho foi lançado na primeira semana de maio em todos os streamings e aqui:
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Foi durante a pandemia, que a paulista Eva entrou em seu “Casulo Borboleta”, enfrentou seus maiores medos e se dedicou de vez à música. Anos atrás a artista descobriu um diagnóstico de fibromialgia, que a fez rever a relação que tinha com a dança. Durante o período difícil, estudou composição online e foi instigada a escrever uma canção que refletisse sobre “um dia você vai ter que cuspir todos os sapos que engoliu”, nascia “Ritual”, música que dá nome ao seu primeiro disco solo, que sai em parceria com o seloBoia Fria Produções, tem as estreladas produções de Amanda Magalhães, Dudu Rezende (Mari Jasca) eMarcos Maurício (Baco Exu do Blues), além das participações especiais de Samuel Samuca e Zé Nigro. “’Ritual’ foi a primeira composição – das 9 que fazem parte do álbum – e surgiu no período do meu diagnóstico, logo após uma separação muito dolorosa de um relacionamento amoroso. Nessa época perdi cerca de 11 kg (chegando a pesar 41kg) e me afundei. Para aliviar o peso, precisei recorrer a formas instintivas e simbólicas, entre elas escrever cartas que nunca foram enviadas ao destinatário, botando pra fora tudo o que eu queria dizer e não pude. Foi praticamente como fazer um enterro sem defunto. Escrevia também num papel todas as coisas que eu não queria mais e queimava na chama de uma vela; criei um altar com uma foto minha criança e a da minha mãe pra me lembrar que eu nunca estive só”, pondera a artista... Continue Lendo no Portal Radar Cultural
Conheci Raidol quando participei de uma mesa de pitching no festival Se Rasgum, em Belém, em 2022. Após falar sobre seu trabalho, ela disse: “vocês precisam falar mais dos artistas da região da Amazônia”. Uma verdade. De fato, nem sempre Rio e São Paulo ficaram de olho no que vinha de Belém e arredores. Acabam deixando passar a musicalidade de uma região que tem um rolé todo próprio de criação musical e diversão, e cujo som tem uma assinatura fortíssima. Todas as mensagens que nunca te enviei traz Raidol, artista trans amazônica, fazendo quase um EP conceitual sobre empoderamento diante do amor, com idioma sonoro entre tecnobrega e tecno-melody. Esse teu jeito assim…, com guitarra quase indianista e participação de Madeirito (Gang do Eletro), lembra quando tudo dava certo... Continue Lendo no Pop Fantasma
O pianista e compositor pernambucano Vitor Araújo, dono de trabalhos como a trilha sonora do aclamado longa brasileiro Que Horas Ela Volta?, assim como o álbum em conjunto de piano e voz com Arnaldo Antunes, Lágrimas ao Mar, retorna com uma gravação de arrepiar a espinha: seu novo disco realizado totalmente ao vivo no Holland Festival, Toró (2026), lançado em abril pelo selo Risco. Reunindo forças com a lendária Metropole Orkest, de Amsterdã, regida pelo maestro estadunidense Jacomo Bairos, Araújo convida os mestres percussionistas do Morro da Conceição, em Recife, Amendoim e Aduni Guedes, além do guitarrista carioca Felipe Pacheco, do baterista e produtor franco-paulistano Charles Tixier e do multi-instrumentista catarinense Mauro Refosco. A parceria com a orquestra coloca Vitor Araújo no patamar de figuras como Ella Fitzgerald e Brian Eno, que também colaboraram com os holandeses... Continue Lendo na Noize
O disco da banda paulista O Grande Ogro está mais pra um single turbinadíssimo do que pra um EP – são apenas duas longas faixas. Mas vale a valorização como algo a mais que um compactinho, pelo som e pelo conceito. André Astro (guitarra), Cesar (bateria) e Marcelo Henrique (baixo e programação de bateria eletrônica) fazem um curioso som instrumental que mistura metal, progressivo, stoner e quebradas rítmicas típicas do pós-hardcore. Mesmo não tendo letras, as duas faixas fazem protestos bem atuais nos títulos, e entregam peso, caos e improviso musical como sonorização: 1500 (A vida é de quem já ganhou), com onze minutos, une blues-metal, climas lo-fi e beats que lembram mais o doom metal. A combinação entre riffs e beats volta e meia insere uma vibe caótica no arranjo... Continue Lendo no Pop Fantasma
"Coice de Mula" é o primeiro álbum dO Fabuloso Coro Dos Descontentes, novo projeto do cantor e compositor baiano Tony Lopes. O primeiro álbum deste projeto que já nasce carregado de questionamentos. Mas não se apegue a pré julgamentos e ouça como se não houvesse outros, e Há (IA)...
Vindos da Paraíba, Pedro Faissal & O Meiofree misturam rock, MPB, reggae e existência. Pedro é psicólogo, além de músico, e as músicas falam de sonhos, destruição de preconceitos, amor, sexo e desejos simples do dia a dia, em meio ao caos. O disco foi inspirado também por uma internação sofrida pelo vocalista – a estadia no hospital fez Faissal mergulhar em uma enorme revisão de valores pessoais, que provocou o clima contestador das letras de Intermares, sétimo lançamento do grupo. Algumas faixas do EP Intermares têm peso de Planet Hemp e Chico Science e Nação Zumbi – com direito a citações de “Chico Ciência e Edson Gomes”, além de um “tudo que eu sempre quis / 68 em Paris” na noventista e guerreira Tudo que eu. Rola também no rock funkeado de Não-binário, com letra mostrando que a vida muda a cada minuto, mesmo que os preconceitos atrapalhem as mudanças... Continue Lendo no Pop Fantasma
O público que acompanha a Barba Rala já conhecia o repertório do álbum de estreia da banda, “Nos tempos do egoritmo”. Todas as 11 faixas do disco, lançado na última sexta-feira (10 de abril) nas plataformas digitais, vem sendo tocadas desde o primeiro ano do grupo, formado 2017 em Santa Rosa do Sul. João Antônio Pereira (voz e guitarra), Weskley “San” Raupp (guitarra), Kauê Tavares (baixo) e Luiz Paulo Gomes (bateria) se prepararam muito para chegar nesse momento. A produção começou em 2020, na pandemia, com as etapas técnicas de gravação, mixagem e masterização a cargo do guitarrista. O grupo conseguiu lapidar as músicas nos mínimos detalhes até fazer a divulgação, que começou em setembro de 2025 com o single “A mentira bem contada”, que rendeu o prêmio de Revelação no 14º Festival da Canção de Balneário Camboriú — “Ser o que não é” e “Ponto de vista” foram as outras duas liberadas previamente, também no ano passado... Continue Lendo no Rifferama
Sabem aqueles álbuns que você dá play e, depois de poucos segundos, entende que não dá pra ouvir de qualquer jeito? Que você precisa parar tudo, sentar, colocar o fone no volume alto e realmente escutar? Foi exatamente isso que aconteceu com Infinitas___Lacunas, novo álbum de Wills Tevs. Do começo ao fim, é uma sequência de surpresas. A abertura já te coloca em outro lugar, com aquela introdução quase orquestral que parece preparar o terreno pra algo maior — como se dissesse: “fica, porque isso aqui não vai ser comum”. E não é. Quando a música entra de verdade, você já está dentro, completamente envolvido, sem vontade nenhuma de sair. O que mais impacta não é só a construção sonora — que é absurda, cheia de detalhes, escolhas ousadas e uma produção que deixou a gente de boca aberta — é a forma como tudo se conecta com a voz do Wills. Uma voz intensa, que não só acompanha a música, mas se encaixa nela de um jeito muito natural, muito verdadeiro. Ela não tenta impressionar — ela te atravessa... Leia a entrevista no Divergent Beats
Comece por Aqui é o título do novo álbum de Lauiz que serve como conselho: ao começar pelo início de tudo, o músico olha para dúvidas, medos, relações interrompidas e pequenos acontecimentos cotidianos que ajudam a construir quem somos. Não espere respostas definitivas, pelo contrário, no disco, Lauiz transforma incertezas em matéria-prima para criar um trabalho íntimo, caótico e humano - a capa do álbum, inclusive, já antecipa a proposta. As 11 faixas funcionam como declarações sinceras e íntimas que nascem da ansiedade cotidiana, das relações atravessadas por ruídos e da tentativa constante de encontrar algum sentido em meio ao excesso de estímulos do presente, sempre acompanhadas por um toque de ironia. Em "decisões irresponsáveis" e "dando errado", surge um personagem que tenta sobreviver às próprias contradições sem escondê-las, encontrando humor em comportamentos autodestrutivos e falhas pessoais. Já "linus Torvalds" e "de frente" exploram conflitos afetivos e questões sobre relacionamentos, equilibrando vulnerabilidade e leveza. Aliás, um dos grandes méritos de Comece por Aqui está justamente em não romantizar o caos: Lauiz o apresenta como parte inevitável da experiência de existir, amadurecer e seguir em frente... Continue Lendo no Desalinho Cultural
Sete anos após “Desmanche”, Buhr retorna com um trabalho que chega como rastro, faísca e movimento: “Feixe de Fogo”, seu quinto álbum solo, chegou às plataformas na última sexta (10). O disco sai pelo selo paulista Sound Department. Gravado de forma independente, ao longo de quase dois anos entre as cidades do Recife (PE), Fortaleza (CE), Sobral (CE), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP), o disco carrega o trânsito como linguagem. Buhr assina a direção artística e produção musical do álbum junto a Rami Freitas. Entre elementos de rock, reggae e de outras paisagens musicais, o disco é costurado por camadas eletrônicas e orgânicas, guitarras em brasa, tambores – de pele e de pulso elétrico – e sintetizadores que se entrelaçam... Continue lendo na Folha de Pernambuco
Do Nordeste para o Stoner: Jurema Juice lança seu primeiro álbum em 2026, destacando-se como um dos grandes Foto: Divulgação A banda alagoana Jurema Juice apresenta seu primeiro álbum, autointitulado, consolidando seu nome como uma das apostas mais promissoras do stoner rock brasileiro. O disco chega às plataformas digitais em 2026 com nove faixas que passeiam entre peso, psicodelia e identidade regional. Sem singles prévios, o lançamento acontece na íntegra, acompanhado de uma live gravada no Mirante de Santa Amélia, em Maceió, ampliando a proposta sonora também para o campo visual. Formada por André Gonçalves (vocal), Carol Vilela (bateria), Davi Savicki (guitarra) e Pedro Salvador (baixo), a banda constrói uma sonoridade marcada por riffs densos, grooves consistentes e uma forte sintonia entre baixo e bateria. O álbum não segue um conceito fechado, mas propõe uma imersão que mistura influências do blues rock ao stoner... Continue Lendo na Revista Kdea360
Cantor e compositor paulistano, Lucas Filmes estreia com Pai e Quanto Amor. Produzidas em colaboração com o músico Chico Bernardes, que assume a gravação, mixagem e bateria do material, as canções destacam a sensibilidade poética do artista que canta sobre a partida e o período de luto após a morte do próprio pai. “Estava escutando muito Bob Dylan, Nick Drake e Alice Phoebe Lou na época, que acabaram sendo referências para a composição”, disse o artista no texto de apresentação que acompanha o material... Continue lendo no Música Instantânea
Alê Balbo é a mente criativa por trás do Projeto O Elemental, uma narrativa musical que mescla contação de histórias com o poder da música, xamanismo e autodescoberta. Com mais de 30 anos de experiência como baterista de rock, Alê vivenciou os altos e baixos da vida noturna até se afastar da música em busca de respostas para as questões mais profundas da vida. Sua reconexão com a essência aconteceu por meio de rituais xamânicos, da medicina da ayahuasca e de práticas de cura sonora, transformando sua percepção de som e vibração. Tambores, tigelas de cristal, instrumentos ancestrais e baseados em frequências guiam suas composições, trazendo vibrações de cura e conexão espiritual. "Organic Mantras in the Chaos" é o segundo passo nessa jornada sonora de forças elementais...
Direto das entranhas da efervescente cena independente de Fortaleza, a banda Sommelier acaba de colocar no mundo o seu primeiro trabalho estendido. Lançado no último dia 24 de abril de 2026, o EP “Xícara de Chá” é uma daquelas gratas surpresas que misturam a urgência do rock indie, o charme melódico do britpop e reflexões cotidianas que abraçam o ouvinte logo na primeira audição. Composto por quatro faixas inéditas, o registro consolida a identidade inicial do quarteto formado há três anos na capital cearense. Curiosamente, o trabalho funciona como uma cápsula do tempo: traz canções escritas pelo vocalista Petrus Renan quando ele tinha apenas 16 anos de idade. É o retrato fiel do DNA primevo da banda, capturado no momento exato antes que as influências individuais de cada integrante começassem a puxar o som para caminhos ainda mais complexos... Continue Lendo no Bolsa de Discos
“Bandoleiro”, segundo o dicionário Michaelis, é aquele que “não tem paradeiro, errante”. O verbete ainda se expande para adjetivos como “ocioso, vadio”. É diferente do flâneur francês, que caminha pelas ruas com lenço, documento e cep próprio para voltar. Mais diferente ainda é quando se inverte o substantivo para o feminino: ao homem, era permitido flanar e bandolear, para a mulher, é sempre mais difícil. Talvez, para experimentar e comprovar a própria liberdade, a cantora Bruna Lucchesi escolheu este termo para dar título ao terceiro álbum, Bandoleira (2026). A cantora transita — ou bandoleia — entre o folk e o rock mais rasgado, sempre acompanhada de seu violão. A primeira faixa, “Sei Voar”, já mostra para o que veio: “Sigo arisca, levando pedaços de mim”, ela canta... Continue Lendo na Noize
Guilherme Granado e Bruno Abdala se reúnem para um segundo volume de batidas, fantasmas do jazz e poeira de synth-funk. Após o lançamento do primeiro álbum no início deste ano (Vol. 1, pela Sucata Tapes / SUC66), a dupla retorna com um impacto ainda maior, mais profundo e mais suave em Vol. 2 – Filhos. Os grooves permanecem intactos, expandindo a essência crua do funk do Vol. 1 — agora infundida com a liberdade da Tropicália, o caos celestial à la Sun Ra e uma sonoridade mais coesa e confiante. A paleta sonora é rica e eclética: samplers, sinos, sintetizadores analógicos, bateria, marimba, vibrafone, baixo, violas e muito mais se sobrepõem em uma tapeçaria rítmica e calorosa que homenageia o passado enquanto forja novos territórios sonoros... Continue Lendo em Discrepant
Fernando Catatau, artista de Fortaleza prolífico no cenário independente há 30 anos, está à frente do projeto Cidadão Instigado desde 1996. Após lançar cinco álbuns calcados na mistura cosmopolita de rock e música romântica brasileira pincelada por ritmos nordestinos, o artista lançou músicas solo e, neste 2026, decidiu retomar o projeto que delineou sua carreira. Mas não espere por um mesmo Cidadão Instigado. Após passar mudanças na formação, 11 anos depois após Fortaleza (2015), o projeto toma novo corpo no álbum homônimo, lançado em março pelo selo Risco. O disco, essencialmente, é fruto das experimentações solitárias de Catatau com uma Roland MV-8800 durante a pandemia. “Quando me vi em casa trancado e sem expectativas, comecei a estudar e experimentar nela pra ocupar meu tempo e não endoidar”, divide o artista à Noize. Então, não espere por solos de guitarra: apesar de tomar o rock como essência ou temática, a sonoridade agora transita por um lo-fi introspectivo... Continue Lendo na Noize
Depois de apresentar ao público um primeiro trabalho marcado pela diversidade estética e pela assinatura de um dos principais produtores da música brasileira, Lulis dá um novo passo em sua trajetória com o lançamento de “Cais”, seu segundo disco de estúdio, que chega às plataformas digitais no dia 16 de abril de 2026. Sucessor do álbum Lulis (2023), produzido por Alexandre Kassin, o novo trabalho revela uma artista mais madura, que aprofunda suas parcerias e constrói, com maior nitidez, um universo sonoro próprio. Se antes a cantora e compositora mineira transitava livremente entre referências como indie, bossa nova, rock e reggae, agora essas influências aparecem mais integradas, a serviço de uma narrativa mais coesa e sensível. “Cais” é o nome da última faixa do disco e também do estúdio onde o trabalho foi gravado, em julho e agosto de 2025. Produzido por Bernardo Bauer e Felipe D’Angelo, “Cais” nasce de um ambiente criativo profundamente conectado à cena mineira contemporânea. Os arranjos são assinados por Bernardo Bauer, Felipe D’Angelo e Pedro Hamdan, e a mixagem e masterização ficam a cargo de Felipe D’Angelo. O álbum conta com participações especiais de Thiago Corrêa e Sara Não Tem Nome — dois nomes importantes da música independente brasileira...
A banda ZUANA apresenta ao público o EP Mais Perto, um trabalho ao vivo que amplia a potência do primeiro lançamento de estúdio e marca um novo momento na trajetória do grupo. Disponível em todas as plataformas de streaming, o projeto também ganha um formato audiovisual completo no YouTube, com todas as faixas registradas em vídeo, além de um show de lançamento em junho em Porto Alegre, reforçando a conexão direta com o palco, elemento central dessa fase. Gravado no Estúdio Gaia, o EP nasce como uma extensão natural de Longe, trazendo versões ao vivo que traduzem a evolução das músicas na estrada. Se o primeiro trabalho apresentou a identidade da banda, Mais Perto mostra o que essas canções se tornaram diante do público: mais diretas, intensas e verdadeiras...
PROMOÇÃO DE FINAL DE ANO E INICIO DO PROXIMO HOMINIS DISSEMINA!!
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