sexta-feira, 30 de outubro de 2026

GRINGOS DE OUTUBRO: Mais um arrodeio no globo, com muita música esquisita pra quem curte conhecer novos artistas...


Penúltimo dia do mês e aportamos com nosso post gringo de Outubro de 2026, trazendo alguns álbuns e EPs bem interessantes e recém lançados na música esquisita ou não do mundo pra vocês conhecerem. Desta vez, 12 trabalhos com artistas e bandas de 10 países diferentes, que vão da música jazzística mais tradicional até a música eletrônica, passando por experimentais abstratas, lo-fi, hip hop, música clássica e muito mais!

Na capa deste post, o quadro "Three Women Playing Musical Instruments” (de 1850), da artista japonesa Katsushika Oi (1790 -1866), que ninguém sabe em que mês nasceu.  Abaixo, os álbuns e EPs que curtimos muito neste mês. Todos lançados recentemente, vários lançados neste mês...

Vale ler sobre eles e ouvir na íntegra, porque música se ouve por completo e não a pedaços:

Chemtrail - Crossing the Night (Álbum/ EUA)

Banda formada no outono de 2006 em Nova Jersey, fruto da união de dois amigos que compartilhavam o gosto pelo pós-rock. De lá para cá, são 4 álbuns lançados e 2 EPs, que foram capturando as diferentes fases da vida de seus membros no momento em que as músicas foram escritas. Agora, em comemoração aos 20 anos de banda, eles apresentam seu quinto álbum e seu trabalho mais ousado, adotando uma sonoridade mais sombria, elementos eletrônicos e influências mais pesadas. Crossing the Night tem 8 faixas instrumentais e é o resultado de um processo que durou sete anos, tendo como pano de fundo alguns dos maiores desafios da vida do grupo e seus integrantes, que foram enfrentados e superados. O álbum foi lançado no inicio de outubro e está em todos os streamings e também em vinil. Ouça aqui:



Gunnar Innvær - Mørkeloftet (Album/ Noruega)

Este é o álbum solo de estreia do sound designer de Bergen, na Noruega. Gunnar trabalha como designer de som para teatro e dança na Noruega e por toda a Europa desde 1998. Ele também atua há muito tempo como DJ (sob o nome DJ Barabass), foi apresentador de rádio e é fundador do selo independente Slekaberget Records. Mørkeloftet é uma cápsula fria e bela do inverno norueguês. O álbum é o ápice do ato da forma como o som preenche os espaços físicos, ação moldada por décadas pelo artista. As 9 faixas do trabalho combinam gravações de campo brutas com drones eletrônicos analógicos e minimalistas, com reverberações imponentes. Em protestos as ações das big techs e CEOs pro guerra, o álbum está apenas disponível numa playlist no youtube e no bandcamp do artista, em formato digital e vinil. Ouça aqui:



Benji The Dog - 1999 (Álbum/ Alemanha)

Novo trabalho do jovem produtor e beatmaker alemão, que eu tenho poucas informações, mas sei que lança álbuns e Eps desde 2024. 1999 é seu quinto trabalho entre álbuns e EPs, ao longo das 12 faixas, o artista nos apresenta uma jornada instrumental nostálgica que transita pelo lo-fi hip-hop, jazz, funk e paisagens sonoras ambient. Construído a partir de uma paleta que inclui piano acústico, piano elétrico, linhas de baixo e sintetizadores, o álbum explora uma sonoridade que soa, ao mesmo tempo, íntima e nostálgica, mantendo um caráter lúdico e enérgico. Uma homenagem do artista ao ano em que ele nasceu e um belo trabalho de hip hop lo-fi. Ouça nos streamings ou na playlist aqui:



Michele Bertoni - This is Britannia (Àlbum/ Itália)

Michele nasceu em Veneza nos anos 1970. É pintor, músico e compositor muito ligado ao rock progressivo/ psicodélico e a música eletrônica. Tem várias trilhas feitas para teatro, tv e filmes. This is Britannia é uma trilha sonora original composta por ele para o novo livro de fotografia de Daniele Marzeddu, publicado pela Low Edizioni e lançado em abril de 2026. Um livro que retrata uma Grã-Bretanha complexa, multifacetada e, muitas vezes, contraditória. Ao longo de 9 faixas cheias de sintetizadores, guitarras, baixo elétrico, instrumentos criados sob medida, amostras sonoras e geradores de ritmo destilaram, quase alquimicamente. Texturas, ambientes e paisagens sonoras surgiram de forma natural — livres de uma sintaxe harmônica rígida —, entrelaçando-se a gravações de campo captadas pelo próprio Marzeddu nos mais diversos cantos da Grande Bretanha. Ouça nos streamings ou no bandcamp abaixo:



Jake Bowman - Emesis (Álbum/ EUA)

Jake é de Pasadena, trabalha como engenheiro de som e produtor, além de ser músico. Emesis é uma coletânea de 8 gravações de campo realizadas na loja Mega Don Quijote, em Shibuya, Tóquio, em novembro de 2025. Ao retornar para sua casa na Califórnia, Bowman transformou essas gravações utilizando uma variedade de ressonadores, reverbs e outros efeitos de modulação. O trabalho apresenta uma densa camada de ambiência dissonante e atordoante. Essa textura sonora se entrelaça com o ambiente natural de cada andar da loja, incluindo anúncios ruidosos e avisos emitidos pelos funcionários, além de jovens embriagados. O álbum com o registro dessa empreitada você acha no seu streaming preferido ou na playlist abaixo:



DAMAKIDANO - PSIHUY (Servia/ Álbum)

Jovem produtor e MC de Izhevsk, na Sérvia. Misturando sonoridades étnicas, trip-hop atmosférico e uma batida eletrônica densa, ele reverencia suas raízes e também amplia o alcance do seu som para todo o mundo. PSIHUY, seu primeiro álbum foi lançado em maio pelo selo Izhitsa Records, apresenta ao longo de suas 6 faixas, uma interseção crua e intransigente entre o rap alternativo, a experimentação eletrônica moderna e as profundezas inquietantes do folclore eslavo tradicional. Um bom cartão de visitas para entender um pouco do que acontece no hip hop do submundo europeu. Ouça no seu player preferido ou no bandcamp abaixo:



Peter Baert - This Fragile World (Álbum/ Bélgica)

Durante anos, o experiente compositor belga usou seu talento para compor músicas para outras pessoas. Trabalhando com publicidade, cinema e televisão, a composição tornou-se uma forma de dar contorno emocional a narrativas concebidas por terceiros. O álbum This Fragile World, marca a primeira vez em que esses instintos musicais foram voltados inteiramente para dentro; as camadas de sua vida foram reveladas e exploradas, resultando em uma obra instrumental cujo núcleo emocional reside em sua própria experiência pessoal. Composto por 12 faixas profundamente comoventes, moldadas pelo luto, pela memória, pela paciência e pela renovação — uma coletânea que bebe da relação de longa data com a música clássica quanto da abordagem experimental de Baert em relação ao som, característica que definiu seu trabalho ao longo dos anos. Em todos os streamings e nessa playlist:



Conrado Cimino - Prisma (Álbum/ Argentina)

De Buenos Aires, Conrado apresenta Prisma, seu primeiro álbum solo, com 16 faixas feitas em homenagem ao milagre do nascimento de sua filha. O trabalho apresenta canções de estilo autoral meio folk e faixas eletrônicas e instrumentais compostas principalmente no violão, além de outros instrumentos, como o baixo. Ele gosta de misturar gêneros e buscar contrastes e isso faz do álbum um tanto misturado demais pra alguns, mas no geral um belo trabalho do compositor argentino. Ouça no seu player preferido ou na playlist abaixo:



who¿ - Why not¿ (Álbum/ EUA)

Alias do misterioso produtor e compositor independente americano, que mistura composição cinematográfica, texturas ambientais e produção eletrônica moderna em experiências instrumentais imersivas para compor seus sons. Why Not¿ é o primeiro álbum dele, lançado em julho em todos os streamings, com 9 faixas instrumentais recheadas de beats e bons trabalhos de synths. A produção mescla lo-fi com música eletrônica em camadas, num trabalho que é contemplativo e ao mesmo tempo instigante. Ouça no seu streaming preferido ou na playlist abaixo:



LLLIT - Inesperado contratiempo (EP/ Chile)

Pseudônimo de um misterioso e prolifico produtor de música eletrônica underground e experimental radicado no Chile, que desde 2022 vem lançando diversos trabalhos no seu bandcamp e nas plataformas de streaming. Inesperado Contratiempo é um EP de cinco faixas, que aborda o dub techno como uma narrativa lenta e sem palavras. O álbum transita por ritmos com estética dub — por vezes quase tribais — e um sound design rico em texturas, onde vestígios vocais sutis emergem como lembranças em meio à neblina. "O título define o próprio disco: algo inesperado que rompe o padrão", comenta o produtor em seu bandcamp. Ouça nos streamings ou aqui:



Alex Ludus - Echo of he Breath of Space (EP/ Rússia)

Alex é um músico amador desde os anos 1990, quando percebeu que tocando sua guitarra precisaria de uma banda e que, para ensaiar, teria que pagar um estúdio do seu bolso. Resolveu então enveredar pela música eletrônica no inicio dos anos 2000, quando esbarrou na barreira das gravadoras que não aceitavam produções lo-fi. Ele só retorna pra música em 2025, “porque precisava de trilhas sonoras para meus canais de jogos de videogames”, explica. Fazendo uso de uma sonoridade eletrônica, experimental e pouco convencional, ele lança seu primeiro trabalho ano passado e um segundo no começo desse ano. Deste segundo trabalho, surge o EP Echo of the Breath of Space, uma versão instrumental de algumas das faixas do álbum. Ao reunir as versões 100% instrumentais de 6 faixas do seu álbum, ele nos apresenta um universo rico em synths e que remete a games, mas também bebe muito da vibe retrô futurista com ecos de música do espaço. Ouça o EP no seu streaming preferido ou na playlist:



Ceyhun Tercan - FÓS ANN (EP/ Holanda)

Artista e produtor independente de música eletrônica alternativa, radicado em Haia, Holanda, que desde 2023 vem lançando trabalhos com sonoridade que transita livremente entre a música alternativa, a experimentação eletrônica, o pop moderno e o rock. FÓS ANN, seu novo trabalho lançado em agosto, é um EP de 4 faixas que chega as plataformas após 3 álbuns lançados nos últimos 3 anos. Segundo o artista “o EP explora a vulnerabilidade, a identidade e o crescimento pessoal por meio de uma produção imersiva e carregada de emoção”. Musicalmente é um híbrido de música pop, algum ritmo relacionado ao hip hop (trap e adjacentes) e música eletrônica, com uma boa produção, cheias de efeitos que são interessantes para a proposta e aquela pegada de energia que o jovem atual precisa pra dosar a melancolia. Ouça no seu streaming preferido ou aqui:



Curtiu os sons?! Diz pra nois seu preferido no comentários e espalha o post nas suas redes e pros seus amigs!!
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quinta-feira, 29 de outubro de 2026

catïça - Cereja de Xuxu (2026)...




 De Londrina, no norte central do Paraná, a Catïça lança nesta sexta-feira, 23 de outubro, seu segundo álbum de estúdio, Cereja de Xuxu. Entre temas contemporâneos, posicionamento político e vivências pessoais, o disco percorre sonoridades que passam pelo punk, hardcore, crossover, metal e pós-punk. O trabalho também estabelece diálogos com diferentes gerações da música paranaense, aproximando-se de artistas como Water Rats, Corona Kings, Budang, The Derties e Look Into The Abyss. O álbum chega após a confirmação da Catïça no line-up do Lollapalooza Brasil 2027 e marca a estreia em estúdio da nova formação, composta por Lucas Waricoda (voz), André Melo (baixo), William Lopes (guitarra) e Diego Jordão (bateria), que acaba de se juntar ao grupo. Segundo a banda, a chegada do baterista foi determinante para a mudança de sonoridade, agora mais áspera, com linhas de percussão que incorporam referências do thrash metal, do hardcore mais cru e do metal... Continue Lendo no Hits Perdidos

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NAIMACULADA - ACROMATOPSIA (2026)...



A modernidade, segundo gente de áreas como arquitetura e design, e artistas visuais em geral, está se tornando um deserto sem cores, ou com pouca variedade de tonalidades. Basta você olhar para uma área mais colorida ou até poluída visualmente, para que aquilo seja automaticamente associado aos anos 1980. Em compensação, é na era dos lugares “instagramáveis” que tudo parece ficar igual, asséptico, com as mesmas cores – e, no caso do próprio Instagram, com as mesmas fontes de letras. Indo mais além, nada como a era da IA para tudo ficar REALMENTE parecido – e nem só os textos, mas as ideias, os estilos de vida e uma espécie de combo on-offline da vida, do trabalho e da psiqué de todo mundo. O EP novo do Naimaculada, Acromatopsia, é uma espécie de voyeur dessa falta de variedades tonais: o grupo passeia por uma São Paulo em que tudo é preto e branco... Continue Lendo no Pop Fantasma

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quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Selvagens à Procura de Lei - PIVETE (2026)...




A Selvagens à Procura de Lei não parece estar muito preocupada com os padrões do mercado ou os ditames do marketing para lançar seu novo disco, “Pivete” (2026). E por que deveriam estar? Como diz nessa entrevista o vocalista e guitarrista Gabriel Aragão, não dá para ficar caindo voluntariamente nas armadilhas comerciais. Um disco, antes de tudo, deveria ser sobre música. E esse é o caso de “Pivete“. Com toneladas de participações (Arnaldo Baptista, Ailton Krenak, Tatá Aeroplano, Soledad, André Frateschi, Nayra Costa, Rodger Rogério, Silvero Pereira, Leo Suricate e Moisés Loureiro), e uma produção poderosa a cargo do próprio Gabriel e do baterista Matheus Brasil, “Pivete” impressiona pela força da sonoridade, pela coesão das ideias dentro de um disco tão plural, e por ir mais fundo na trilha aberta pelo antecessor Y, lançado no ano passado... Continue Lendo no Scream Yell

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TUDOQUETOCO - BRASILEIRO (2026)...



Engenhosidade, técnica e inovação é o que não falta no álbum “Brasileiro”, o mais novo trabalho da banda TUDOQUETOCO. As músicas foram compostas com instrumentos 100% criados, a partir de material descartado. No TUDOQUETOCO, o lema é tirar som dos objetos mais improváveis e criar instrumentos nada convencionais: uma pá de construção, por exemplo, virou a “Les Pá”, guitarra de som único sem igual. Já imaginou tocar com uma gaveta? Pois a “gavetola” traz a sonoridade de uma viola caipira. As obras do novo disco são autorais e foram compostas pensando especificamente na sonoridade de cada uma das cinco regiões do país: sons que representam o Sul, Sudeste, Norte, Nordeste, Centro-Oeste. Ao todo são 10 faixas, em que a banda trabalhou durante um ano entre composições, ensaios e gravação... Continue Lendo no Gazeta da Semana

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terça-feira, 27 de outubro de 2026

O Preço - Caóticas Palavras (2026)...




Banda punk paulista liderada por Christian Targa (voz e guitarra), um dos fundadores do Blind Pigs, O Preço não escolheu esse nome à toa: o repertório do álbum Caóticas palavras fala sobre o preço que todo mundo anda pagando pelas escolhas mais erradas que o mundo tem feito. E adianta algumas coisas que, se ninguém tomar cuidado, podem acontecer após o segundo turno das eleições presidenciais no Brasil. O som do O Preço tem a ver com a vocação rueira do punk dos anos 1970 e 1980, quase sempre apontando para o clima street punk de bandas como Angelic Upstarts, ou para uma versão mais acelerada de bandas como The Clash e The Damned. Começo imediato abre o disco falando em derrotas inaceitáveis e lembra que a vanguarda é o cidadão trabalhador. Maldita calamidade fala de desinformações do dia a dia, em clima que lembra Richard Hell & The Voidods... Continue Lendo no Pop Fantasma

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Sudário - Todos os Acasos (2026)...





 Não é por acaso que você topa com esse disco nessa virada do dia 19 pro dia 20 de agosto de 2026. Até porque tudo que ocorre é fruto do acaso, esse grande biombo sobre nossas cabeças, o que pode e o que não pode, o que é o que não é; o disco de Sudário se chamar Todos os Acasos é um gesto que calcula capturar ou deixar passar esse pêndulo da existência, em que as coisas acontecem e não acontecem (sob jugo de quem? dele mesmo, o nosso acaso tão ao alcance da mão). Meio sambado, meio folk e meio outra coisa sem nome certo, Todos os Acasos é uma apresentação do bardo Sudário com sua forma particular de ver o mundo simples e também o mundo complexo, enquanto toca sua viola ao sabor de qualquer coisa que aconteça (não por acaso). Feito em parceria com o produtor Walter Nazário e diversos outros participantes que se juntam pelo caminho, reúne faixas escritas ao longo de mais de uma década (por acaso e não), e enfeixa um retrato bonito de sua produção: do dedilhado de Amiga à marchinha de Chico César, do pós-grunge Idem à shoegaze Urubu Listrado, um compositor inquieto se move por dentro de suas canções. Um convite pra entrar num rolé noite adentro, meio intrincado e ainda assim com todas as portas abertas ao acaso. E isso, afinal, não é por acaso...

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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Monica Casagrande - Tempestades (2026)...



 A cantora e compositora Monica Casagrande reúne diferentes momentos de sua história no EP “Tempestades”, com quatro faixas: três releituras e uma canção inédita, que dá nome ao projeto. Escritas em períodos distintos, as músicas se encontram no presente a partir de experiências de mudança, deslocamento, memória e pertencimento. A própria história do EP acompanha esse movimento. O projeto começou a ser desenvolvido em 2019, quando Monica convidou Iran Ribas e Raissa Spada para criar novas leituras de suas canções. Seis anos depois, em 2025, os três artistas retomaram o processo e deram forma à versão atual. “São quatro músicas escritas em momentos diferentes, mas que, quando revisitadas hoje, revelam uma pergunta comum: o que permanece em nós quando a vida muda de lugar?”, explica Monica... Continue Lendo no Interd

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Rodrigo Bittes - VIADO DESALMADO (2026)...




Rodrigo Bittes lança seu primeiro álbum de estúdio em formato de longa duração. Em “VIADO DESALMADO”, o cantor e compositor goiano parte do sertanejo e cruza piseiro, forró, brega, pagode, salsa e axé ao longo de nove faixas autorais. O disco, lançado de forma independente e distribuído pela AlgoHits, foi construído como uma narrativa por Rodrigo Bittes. As mudanças de gênero musical acompanham diferentes momentos de uma relação: paixão, desejo, desilusão, arrependimento, reencontro e, por fim, a procura por um lugar ao qual pertencer. A ideia inicial era mais restrita. A faixa-título foi o primeiro sertanejo composto por Rodrigo Bittes e levou o artista a imaginar um projeto dedicado ao gênero. O rumo mudou depois do início da parceria com o produtor Ivan Gomes, quando outras composições passaram a integrar o repertório.... Continue Lendo na Bilboard

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domingo, 25 de outubro de 2026

Dellamud - Subtropical (2026)...




Download: Subtropical (2026).rar (ou vá no bandcamp acima)

Dellamud é o projeto instrumental do multiartista Dellani Lima, que experimenta uma mistura de timbres e ritmos da música eletrônica. Entre texturas psicodélicas, o peso do rock e o transe eletrônico, "Subtropical" busca traduzir o cotidiano de um trabalhador musicalmente. A narrativa acompanha a madrugada no transporte lotado, o expediente exaustivo, a catarse num baile funk, culminando no breve descanso antes de reiniciar o ciclo de novo. Uma odisseia sonora entre o asfalto, a pista e os sonhos de quem sustenta a engrenagem da cidade. O título do álbum também homenageia os gêneros musicais que exaltam o grave pulsante no coração.

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sábado, 24 de outubro de 2026

Jan Felipe - Interludes III (2026)...




Download: Interludes III (2026).zip (Ou vá no bandcamp acima)

Cantor e compositor franco-brasileiro, produz músicas que passeiam pelo soft-rock, trip-hop, folk e MPB. Nascido no Rio de Janeiro, Jan Felipe passou parte de sua infância dividida entre França e Brasil. Vive em São Paulo desde 2013 e canta suas letras em português, francês e inglês. Com dez faixas misturando releituras e inéditas, este é o primeiro álbum de bossa-novas do artista, sem deixar de lado a inspiração folk...

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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Mantena® - Samba Esquema Noia (2026)...




Mantena® mistura samba rock, no-wave e humor em universo musical próprio Entre o samba rock, a no-wave e o absurdo cotidiano brasileiro, a banda belo-horizontina Mantena® constrói um universo musical marcado pelo humor, pela sátira e por uma mitologia própria. O projeto, criado pelo músico e produtor Fernando Bones, apresenta-se como uma espécie de “entidade extradimensional” que teria atravessado o mundo astral para se dedicar à música. Essa narrativa também orienta a sonoridade do grupo, definida pelos próprios integrantes como “esquisita, porém simpática”. No primeiro álbum, Samba Esquema Noia, previsto para 2 de outubro de 2026, referências como Jorge Ben Jor e James Chance se encontram com elementos do cotidiano urbano — farmácias, aplicativos, cerveja, memes, ciúme, redes sociais e desilusões amorosas... Continue Lendo no Phono

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Lucas Maciel - Lágrimas EP (2026)...




O aguardado dia do lançamento do novo EP do cantor e compositor maranhense Lucas Maciel “Lágrimas” aconteceu, e com ele duas faixas inéditas, que foi oficialmente disponibilizado em todas as plataformas digitais na terça-feira (22). No EP, o artista protagoniza uma viagem musical onde mistura (e homenageia) diversos ritmos musicais, como a cultura do dub, reggae e dancehall em São Luís. As duas canções do EP (“Lágrima 1” e “Lágrima 2”) foram produzidas pelo também artista maranhense Adnon Soares e gravadas no estúdio Casa Loca, que contou, ainda, com audições e pitacos de outros artistas, como Marceleza (Akarrudie) e Paulão Linhares, entre outros... Continue Lendo no JP Turismo

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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

UMZÉ - NÃO VOU DANÇAR NA SUA PISTA (2026)...



 O cantor, compositor e pesquisador UMZÉ apresenta ao público o seu aguardado álbum de estreia: "NÃO VOU DANÇAR NA SUA PISTA", que chega às plataformas digitais no dia 07 de Agosto de 2026 pelo selo BAITA!. Fruto de uma investigação social, musical e afetiva, o projeto nasce do legado familiar do artista, que resgata a memória dos bailes black das décadas de 1970 e 1980, destacando o apagamento de corpos pretos e dissidentes. Costurando política, ancestralidade e vivências íntimas, o disco utiliza a densidade do Soul e RnB como resposta poética às dores da "segunda diáspora", o ponto de intersecção entre raça e sexualidade. Antes mesmo de chegar ao streaming, o projeto ganhou vida em uma audição exclusiva realizada na Casa 1, em São Paulo. O evento reuniu fãs, imprensa e amigos em uma noite de celebração e arrecadação de fundos e alimentos para a instituição que acolhe jovens LGBTQIAPN+ em situação de vulnerabilidade. “Celebrar e conectar a narrativa do disco sobre a emancipação e superação de espaços coercitivos, que usam o amor como forma de manipulação, dentro da CASA1, foi uma realização simbólica e política para mim”, pontua o artista. Estruturado de forma narrativa, o repertório se divide de maneira conceitual em duas fases que espelham o processo do término e reconstrução psicológica do compositor. O Lado A pulsa com "a raiva como motor", simbolizando o momento do basta e da indignação necessária, somando 16 mil plays em todas as plataformas de streaming. Já o Lado B estreia oficialmente trazendo a calmaria após a tempestade, focado no autoconhecimento e na autoanálise, momento em que o artista abraça a própria vulnerabilidade para encontrar a cura...

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Academia da Berlinda - Nave Luz (2026)...



Surgida em 2004 quando sete amigos de infância da Cidade Alta de Olinda transformaram suas experiências musicais em um trabalho autoral, a Academia da Berlinda chega a seu quinto disco com “Nave Luz” (2026). Gravado em Olinda (PE), no estúdio Maruim Records, e produzido pela própria banda, o disco celebra a música pernambucana e brasileira com canções que partem da música regional nordestina passando pela dança de salão com influências de cumbias, lambadas, guitarradas, guarachas e forrós. Formada por Alexandre Urêa (voz e timbales), Tiné (voz, pandeiro e maraca), Yuri Rabid (baixo e voz), Gabriel Melo (guitarra), Hugo Gila (teclados), Irandê Naguê (bateria e percussão) e Tom Rocha (percussão e bateria), a Academia da Berlinda tem na sua discografia os álbuns “Academia da Berlinda” (2007), “Olindance” (2011), “Nada Sem Ela” (2016), “Descompondo o Silêncio” (2020) e, agora, “Nave Luz” (2026), que chegou às plataformas digitais em setembro... Continue Lendo no Scream Yell

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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Lúcia Vulcano - chucra & sensível (2026)...



A musicista e compositora mineira Lucia Vulcano lançou chucra & sensível, segundo álbum de sua carreira solo e sucessor de vim, vi e me fudi, de 2024. Composto entre 2025 e 2026, o disco aprofunda características já presentes no trabalho da artista: guitarras pesadas, riffs marcados, mudanças de compasso e letras sarcásticas, ao mesmo tempo em que coloca no centro a contradição da convivência entre brutalidade e sentimentalismo. É dessa oposição que surge o título do álbum. Para Lucia, os dois polos não são necessariamente incompatíveis. “O conceito é a dicotomia entre ser chucra, porém sensível. As músicas transitam entre essas duas contradições que, ao meu ver, são complementares. Há beleza em ser sentimentalmente chucra e brutalmente sensível”, explica... Continue Lendo no blognroll

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BARBACHAN - Milonga Lo-Fi (2026)...




Com "Milonga Lo-fi", o músico, artista visual, pesquisador e professor gaúcho André Barbachan inaugura uma proposta inédita na música gaúcha: a fusão entre a milonga tradicional e o lo-fi contemporâneo. O álbum foi gravado ao ar livre em Herval, no inverno de 2022, num encontro entre o violão e a paisagem sonora da fronteira com o Uruguai. São nove faixas para ouvir preferencialmente com fones de ouvido, que invocam o campo e os elementos que compõem a sonoridade do gaúcho de fronteira oriental, tropeiro e sem porteiras. O processo de composição começou no galpão da estância do pai do artista, "um espaço de chão de pedras assentadas pelas próprias mãos dele", comenta. "Foi ali, diante de uma pintura sobre a lareira em que visualizei escrita a Oração do Gaúcho, que comecei a tocar uma harmonia no violão e percebi a ligação entre duas linguagens que pareciam distantes", complementa. A milonga, com sua estrutura repetitiva e melancólica, funciona como uma espécie de blues sul-rio-grandense, um som intraconectivo que se sustenta na repetição e na atmosfera além da narrativa linear. O lo-fi, por sua vez, nasceu da valorização do imperfeito: chiado, saturação de fita, ambiência crua, tudo aquilo que a produção convencional tenta eliminar e que aqui se torna matéria expressiva...

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terça-feira, 20 de outubro de 2026

Nigeria Futebol Clube - Ambiente Jazz (2026)...





Se você der de cara com as três horas de duração de Ambiente jazz, novo álbum do Nigéria Futebol Clube, vai acabar achando que se trata de um álbum bem mais selvagem que os dois discos lançados por eles ano passado: Entre quatro paredes, de estúdio, e Hamas, ao vivo (leia sobre ambos aqui). Nem tanto: Ambiente jazz é, de fato, um disco de ambient – mas do jeito deles. O lado mais noisy que a banda tinha nos dois álbuns volta a serviço de uma trilha sonora do dia a dia em São Paulo, em que aspirações artísticas unem-se a problemas da classe trabalhadora. Como conciliar a vida de artista e a vida de trabalhador, de ônibus em ônibus, tentando arrumar tempo pra criar? Raphael Conceição, Rodrigo Silva, Eduardo Rocha e Derick Barbosa, os integrantes do Nigéria Futebol Clube, se juntaram a mais de trinta colaboradores para fazer o disco – enquanto se dividiam em seus empregos e rotinas diárias. Nomes como Grisa, Voyeur, Velório Clandestino, Melifona e Dinho Almeida vão se dividindo entre as faixas, que têm durações beeeeem extensas, e parecem seguir o ritmo de viagens entre bairros distantes. Ambiência vol.II – Do Manoel Feio até a Vila Madalena, com quase trinta minutos, e Ambiência vol.III – A sensação de ver o sol nascendo na estação do Brás depois de virar a noite nas ruas, com 20:58, abrem começando de onde Entre quatro paredes parou, oferecendo jazz slacker, fitas voltando, drones, e às vezes, uma vibe de progressivo sombrio... Continue Lendo no Pop Fantasma

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Olívia Doria - Espectrum (2026)...




“Espectrum”, da artista Olívia Dória, integrante do Coletivo Autista da UFPB, propõe uma experiência imersiva que une música, performance e sensorialidade. O álbum nasceu da necessidade de transformar em arte tudo aquilo que, durante muitos anos, eu não conseguia explicar com palavras. É um show musical autoral que atravessa minha trajetória como cantora, compositora, tecladista, atriz, professora e mulher neurodivergente. Nele, reúno música, performance, poesia, imagens e experimentações sonoras para criar um espaço onde a sensibilidade não precisa ser escondida, mas celebrada. Ao longo da minha vida, a arte foi a forma que encontrei para compreender o mundo e também para permanecer nele. Cada canção de Espectrum carrega fragmentos de memórias, afetos, deslocamentos, descobertas e reinvenções. O espetáculo fala sobre pertencimento, identidade, amor, solidão, transformação, saúde mental e sobre a beleza de existir de maneiras diferentes. No palco, meu desejo é construir uma experiência que vá além do show musical. Espectrum nasce da diferença, da pluralidade de corpos, pensamentos e formas de sentir. Sua realização fortalece a produção artística local, movimenta profissionais da cadeia cultural e amplia a presença de narrativas muitas vezes invisibilizadas. O que faz meus olhos brilharem é acreditar que uma canção pode mudar uma tarde, que um espetáculo pode fazer alguém se sentir compreendido e que a arte continua sendo uma das maneiras mais bonitas de lembrar que não estamos sozinhos. Espectrum é, acima de tudo, um gesto de afeto lançado ao mundo. Um convite para escutar, sentir e existir com mais liberdade...

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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

niLL - SOBRE HEROIS,CASTELOS E VIAGENS NO TEMPO (2026)...




O artista e produtor niLL apresenta “Sobre Heróis, Castelos e Viagens no Tempo”, novo álbum que expande o universo do personagem Maestro e chega hoje às plataformas. Com 13 faixas, o projeto tem como conceito central a viagem no tempo, tema que passa a conduzir o próximo capítulo da história desenvolvida em torno de Mountalk, seu novo protagonista. Com produção, direção musical e artística do próprio niLL, que produziu 10 das 13 faixas, retomando um processo que já fazia parte de sua trajetória alguns anos atrás; o álbum terá, ainda, produção de DJ WILL, BABIDI e Paulo DK, e instrumentos de Luiz Skin, Thiago Ticana e Mbeattz. Entre as participações, Clara Lima, Alt Niss, Maui, Fleezus e Callister, chegam pra somar na construção de “Sobre Heróis, Castelos e Viagens no Tempo”, que acontece em diálogo direto com o universo narrativo de Maestro. As músicas foram pensadas para integrar essa história, enquanto Mountalk amplia as possibilidades da trama e estabelece novas conexões entre diferentes momentos da humanidade... Continue Lendo no Pretessencias

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