segunda-feira, 29 de junho de 2026

GRINGOS DE JUNHO: vários lançamentos recentes de 9 países do mundo pra vocês conhecerem e se apaixonarem...


Penúltimo dia do mês (e do ano) e aportamos com nosso post gringo de Junho de 2026, trazendo alguns álbuns e EPs bem interessantes e recém lançados na música esquisita do mundo pra vocês conhecerem. Desta vez, 10 trabalhos com artistas e bandas de 9 países diferentes, que vão da música erudita até a música eletrônica, passando por experimentais abstratas que sinalizam novos estilos sonoros e muito mais!

Na capa deste post, o quadro "Martial Memory" (de 1941), do pintor canadense Philip Guston (1913-1980), que nasceu num mês de junho.  Abaixo, os álbuns e EPs que curtimos muito neste mês. Todos lançados recentemente, vários lançados neste mês...

Vale ler sobre eles e ouvir na íntegra, porque música se ouve por completo e não a pedaços:


 OwlMighty - Delta Kinesia (Álbum/ Portugal)

Produtor e criador independente de Maia o artista criou esse projeto instrumental de Hip Hop na cidade do Porto, com o intuito de fundir batidas orgânicas com texturas ambientais e psicodélicas. Em dois anos, o artista já lançou uma gama de trabalhos e em Delta Kinesia, ele continua a expandir as fronteiras do hip-hop instrumental com um novo lançamento audiovisual e literário presente no canal do Youtube dele. São 8 faixas combinando bases de boom bap, influências do jazz, texturas atmosféricas e uma narrativa introspectiva, na qual o projeto convida os ouvintes a um espaço onde ritmo, memória e imaginação convergem. As composições são inspiradas na literatura, filosofia, artes marciais e imagens cinematográficas, com aquela pegada etérea interessante e misturando bem as batidas orgânicas quebradas com samples e ruídos eletrônicos. Vale ouvir no seu streaming preferido ou ouvir no bandcamp abaixo:



Pierre Desmarais - ZiP (Álbum/ Canadá)

Experiente multi-instrumentista radicado em Montreal, Pierre é baixista e já acompanhou artistas indies em turnês pelo mundo, além de ser músico, arranjador e produtor do projeto Miron Noir. Ele também tem muita experiência na produção de trilhas sonoras para produções premiadas de cinema e televisão. Tudo isso se mistura no projeto solo dele, que lançou recentemente ZiP, seu quinto trabalho solo. A ideia por trás do álbum é traça um paralelo entre um colapso mental e uma falha de computador, além de uma critica as músicas geradas através de IA. Ao longo de oito faixas, sintetizadores, texturas atmosféricas e guitarras elétricas entrelaçam-se para criar uma paisagem sonora marcada por falhas digitais (glitches) e bem viva. Você ouve no seu streaming favorito ou no bandcamp do artista aqui:



Pettinato - Humanity (Suíça / Álbum)

Compositor italiano independente radicado em Zurique. Minimalista, experimental, romântico e emotivo, assim ele descreve. “Crio desastres elegantes por pura paixão”, comenta. Humanity, primeiro álbum cheio de sua carreira solo, é uma exploração sonora das contradições humanas. O álbum transita por estados emocionais opostos, alternando entre energia e vulnerabilidade, empatia e inquietação, em uma contínua dissecação emocional. Ao longo das 11 faixas instrumentais, até mesmo as emoções mais puras começam a se fragmentar, revelando facetas inesperadas, ambíguas e, por vezes, mais sombrias. O trabalho está em todos os streamings e também no bandcamp do artista:



Kæv - At The Close Of Day (Álbum/ Dinamarca)

Sei praticamente nada sobre, a não ser a descrição: Kæv é um renomado produtor, tecladista, compositor e engenheiro de som dinamarquês que agora cria suas próprias músicas. Olhando nos streamings, At The Close Of Day é o primeiro álbum do artista, lançado em maio, de forma independente. Mas como o texto de apresentação sugere, apesar do primeiro álbum, é alguém com muita experiência musical. Os sons são amarrados, a produção do álbum é fuderosa, ao longo das 13 faixas, que se dividem entre faixas instrumentais e sons em feat com uma cantora chamada Martha, com quem o artista faz dueto em algumas canções. Ele perpassa elementos de jazz, synths lindos, post alguma coisa com rock, música eletrônica, pop e muito sentimento envolvido. Vale ouvir no seu streaming favorito. Infelizmente não tem bandcamp, então segue a playlist no Youtube:



Steve Paul and Friends - We Flow Through Infinite Dreams - Pt 2: Nature's Mystery (Álbum/ Inglaterra)

Produtor, cantor, compositor e multi-instrumentista radicado na Inglaterra, que já trabalhou com artistas que alcançaram o topo das paradas e indicados ao Brit Award dos últimos quase 20 anos. A especialidade de Steve é produzir colaborações que reúnem vários artistas em projetos etéreos, com belas harmonias e abrangendo diversos gêneros — focando principalmente em sonoridades relaxantes e oníricas, repletas de reverb. E é isso que ele faz ao longo das 11 faixas do álbum We Flow Through Infinite Dreams - Pt 2: Nature's Mystery, lançado em Maio deste ano e com participações de Jamie Gordon e Beth Rowley, nas faixas em que tem vozes, por que a maioria vai na linha neoclássica e instrumental. Vale dizer que já saiu até o volume 3 esses dias, mas o álbum em questão nesse post você consegue ouvir nos streamings ou no bandcamp abaixo:



Michael William Gilbert - Wheel Within the Wheel (EP/ EUA)

Tendo crescido entre Connecticut e Bruxelas, Michael teve contato com o experimentalismo de vanguarda, bem como com a rica diversidade das tradições musicais da Índia, da África e do Japão. No entanto, foi sua imersão na fase elétrica pioneira de Miles Davis que realmente despertou sua paixão por fundir o jazz com as fronteiras da música eletrônica. Nessa pegada, ele apresenta Wheel Within the Wheel, EP com 6 faixas instrumentais nessa contemplativa e de meditação eletroacústica recheada de synths calmos e relaxantes, além de experimentais. O trabalho está disponível em LP/vinil e CD sob encomenda no ElasticStage, ouça nos streamings ou no bandcamp aqui:



Loudmer - Analog1 (EP / França)

De Paris, o artista também é conhecido como Xavier Leloux (instrutor certificado de Ableton e ex-integrante do Margaret Catcher), cria uma música eletrônica, enraizada na improvisação e na espontaneidade. Seu techno poético e radiante navega entre sons analógicos, ritmos fraturados e texturas imersivas, apelando tanto à emoção quanto ao instinto. Esse é o norte de Analog1, primeira seleção de faixas criadas a partir de suas apresentações de electro ao vivo. As 5 faixas instrumentais e cheias de synths do EP estão unidas pela gravação em estéreo, captada com a mesma configuração utilizada em seus shows. “Aqui, a precisão cede lugar à espontaneidade, à textura e à imprevisibilidade do electro ao vivo”, explica o release do trabalho, que está em todos os streamings e também no bandcamp do artista:



Adriano Denaro - INSCAPE (EP/ Itália)

Adriano é um artista eletrônico, baixista e produtor sonoro que vive na região Sicília. INSCAPE, seu novo lançamento, é um EP imersivo que explora a relação crua e indomada entre a emoção humana e o hardware analógico. Ao longo das 4 faixas, Sintetizadores analógicos funcionam como um reflexo. Eles não apenas executam comandos; respondem ao gesto, à pressão e à duração do contato. A matéria sonora se transforma por meio de variações mínimas, flutuações quase invisíveis e tensões que crescem lentamente até ganharem forma física. O trabalho foi lançado pelo selo Avantsound e está em todos os streamings. Por aqui, a playlist no youtube:



DJ Rukhlove - Superposition (EP/ Espanha)

Artista e produtor espanhol de música eletrônica um tanto misterioso, que vem aparecendo cada vez mais no rolês de música eletrônica e está em ascensão. O seu trabalho foca na fusão de ritmos rápidos com melodias marcantes. Superposition, seu trabalho mais recente lançado em junho deste ano, é um EP de música eletrônica de dança com 5 faixas, a maioria instrumental, combinando elementos de som dos balcãs, com dance russo e alguma coisa que remete à música ucraniana. O trabalho está em todos os streamings, deixo aqui a playlist no youtube:



Six Missing - Passed Self (EP/ Estados Unidos)

Projeto de música ambiente do compositor e designer de som TJ Dumser, radicado em Austin, que vem lançando sons há cerca de 10 anos (só nesse projeto). Combinando sintetizadores vintage, processos de fita analógica e camadas de loops de guitarra, ele cria paisagens sonoras imersivas e meditativas, e é basicamente essa a vibe de Passed Self, EP de 5 faixas instrumentais naquela pegada ambient, meditativo e contemplativo para olhar pra dentro ou interagir com a natureza. Vale ouvir no seu streaming preferido ou no bandcamp do artista aqui:



Curtiu os sons?! Diz pra nois seu preferido no comentários e espalha o post nas suas redes e pros seus amigs!!
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domingo, 28 de junho de 2026

Ultraluna - Dez Anos, ao vivo (2026)...




Download: Dez Anos, ao vivo (2026).zip (ou vá no site ou bandcamp acima)

No dia 2 de maio de 2026 o projeto Ultraluna se apresentou numa sala do estúdio Red Star para aproximadamente vinte pessoas. Entre amigas, amigos, novos e antigo, Vinicius Mendes comemorou não só seu aniversário de 31 anos, mas também os primeiros 10 anos da Ultraluna. Esse show foi gravado pela amiga e conterrânea taboanense Laura Brasil, e lançado num disco chamado “Dez anos, ao vivo” em todos os streamings, bandcamp e site do projeto. O show reúne canções de toda a discografia, desde o primeiro EP até o último single. "Me diverti muito rearranjando algumas dessas músicas, reescrevendo algumas das letras e encaixando no quebra-cabeça que era essa setlist". explica Vinicius...

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sábado, 27 de junho de 2026

Miçanga! - Lorde da Maldade Suprema (2026)...



Download: Lorde da Maldade Suprema (2026).zip (ou vá nos links acima)

 Já dizia Marcelo Yuka “Se eles são Exú, eu sou Iemanjá”, e lembrando que já não estamos mais na Terra-33, atravessamos o espelho. Se neste universo é normalizado e exaltado, a apatia, a indiferença e a solidão, eu sou mal. Pois quero que você se divirta com seus amigos, se nesse mundo ser competitivo é certo, eu prefiro estar errado e torcer pra que você vença. Prefiro brincar com meu filho do que maratonar séries. A maldade suprema é ir contra o que esse mundo pós cyberpunk proclamou como certo. Seja malvado como um bode: deseje, seja indisciplinado e teimoso. Mas não carreguem uma culpa que nunca foi sua. Entenda apenas que a jornada foi iniciada e você vai despertar algum dia. Podem te demonizar, marcar você como aquele que não segue esse mundo “legal” e é isso que importa. Depois do reset: volte aquele mundo que existia antes do espelho. Onde sentar na calçada era a rede social...

Original Miçanga Style!

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sexta-feira, 26 de junho de 2026

Mandarinna - O Som de Cada Segundo (2026)...



 A cena independente de Goiânia (#gynrockcity) acaba de ganhar um fruto saboroso e autêntico. Já está disponível em todas as plataformas digitais o aguardado álbum de estreia da banda Mandarinna: "O Som de Cada Segundo". A Mandarinna é o fruto doce-ácido que nasce do encontro de Pedro Rabelo (guitarra/voz), Rafael Vieira (bateria), Ramon Ataíde (guitarra/voz) e Ricardo Borges (baixo). Uma banda orgulhosamente de Rock Goiano que traz nas composições autorais influências e irreverências da música brasileira, temperadas com a psicodelia setentista. Como diz o próprio quarteto: "Aproveitem que o pé tá carregado e saboreiem sem moderação o sabor da Mandarinna". O disco traduz perfeitamente esse manifesto, celebrando a passagem do tempo e as vivências urbanas através de uma sonoridade orgânica, analógica e cheia de identidade...

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Morro Fuji - Ainda nem doeu (2026)...



Álbum do quinteto do ABC Paulista mistura indie rock, shoegaze e música brasileira, com participações de nomes ligados ao Bixiga 70 e Cidade Dormitório Já chegou às plataformas digitais o disco Ainda nem doeu, primeiro álbum da banda do ABC Paulista, Morro Fuji. Com 11 faixas, o disco consolida o som que o grupo chama de “MPBaze”, uma mistura de música brasileira, indie rock, shoegaze, ruído e melancolia urbana. Com produção de Lucas Rocha, da Cidade Dormitório, e arranjos de sopro de Daniel Gralha, do Bixiga 70, em faixas como “Eu do Futuro”, “Asa de Cera” e “Sobre o Tempo e Essas Coisas”, o disco mistura uma sonoridade de registros ao vivo, depois trabalhados com overdubs, mantendo a energia de banda sem perder a construção de camadas. Destaques para “Memorável”, “Asa de Cera” e “Brisa”... Continue Lendo no Minuto Indie

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quinta-feira, 25 de junho de 2026

Exclusive Os Cabides - Feliz e triste ao mesmo tempo (2026)...



Meu primeiro contato com a Exclusive Os Cabides foi há mais ou menos um ano, assistindo ao programa Cultura Livre. Lembro perfeitamente do vocalista Antônio dos Anjos explicando a história por trás do nome da banda. Eu ri muito. Muito mesmo. Antes de voltar a escrever para o Under Floripa no ano passado, eu — que moro em São Paulo há quase nove anos — estava completamente afastado de qualquer coisa manezinha. Aí, de repente, vejo na televisão do estado onde moro uma banda da minha cidade natal (sim, alguns chamam de “Bagual”, mas eu nasci na Carmela Dutra), com o vocalista e guitarrista João Paulo Pretto usando uma camisa do Figueirense Futebol Clube e, mais importante, ouvindo todos eles falarem com aquele sotaque açoriano tão característico. Passei o programa inteiro rindo da espontaneidade dos integrantes, da naturalidade com que todos se portavam. E, mais do que isso, me apaixonei pelas músicas. A Exclusive e, principalmente, o álbum Coisas Estranhas, de certa forma, passaram a fazer parte do meu reencontro com a minha cidade natal. Uma banda que canta com um sotaque familiar aos meus ouvidos, mas que, ao mesmo tempo, meus amigos paulistanos também conhecem. Hoje saiu Feliz e Triste ao Mesmo Tempo, um EP com sete faixas e um sucessor mais do que digno de Coisas Estranhas... Continue Lendo no Under Floripa

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Conduta - Por Muitas Vezes, Talvez (2026)...




Conduta é um supergrupo de hardcore arcoense formado por Carlos Eduardo (Purple Ties), Arthur Carvalho (Neofonia), Jonas Assis (Distúrbio) e Jony Carvalho (Neofonia/Hangover/Purple Ties). Este é o primeiro EP da banda, lançado pela Limestone Records...

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quarta-feira, 24 de junho de 2026

Revoredo - Fino Fio (2026)...



Fino Fio, novo lançamento do artista pernambucano Revoredo, está disponível em todas as plataformas digitais. Apresentada pelo artista como “novela musical”, a obra expande as possibilidades da canção unindo música, poesia, performance e dramaturgia sonora em uma única experiência narrativa. O projeto tem incentivo público, com o financiamento do edital da Lei Paulo Gustavo (LPG), por meio do Governo de Pernambuco, Fundarpe e Secretaria de Cultura (Secult-PE); e Ministério da Cultura e Governo Federal. O lançamento aconteceu em um momento simbólico para Revoredo, que completa 30 anos de trajetória artística em 2026, marco celebrado em show especial que realizou no Centro Cultural Sesc Garanhuns, onde também fez o pré-lançamento ao vivo de “Fino Fio”, antecipando ao público a travessia sensível de seu novo trabalho artístico... Continue Lendo no Cultura PE

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Terra Blanco - Nem Tudo São Dores (2026)...




Opção todos tiveram, mas não houve como fugir. Os seis filhos do ator, cantor e produtor Billy Blanco Jr., netos de Billy Blanco (1924-2011), precursor da bossa nova, assumiram a veia artística. Terra Blanco, de 36 anos, a terceira da prole, está lançando seu álbum de estreia, “Nem tudo são dores” (Kuarup). “Sempre dividi com a família e os parceiros. Agora, com meu álbum solo, chegou a hora de fazer o que quero”, afirma. Batizada Ana Terra em homenagem à célebre personagem de Érico Veríssimo, ela, na infância, integrou o grupo Família Blanco. Billynho, como o pai é chamado, reuniu os filhos no álbum “É Natal”, lançado em 2004 pela Sony Music. Fizeram shows e muitos programas de TV. Na adolescência, Terra abraçou a soul music. Aos 17, entrou para o teatro, participou de musicais. Chegou à televisão por meio de “Malhação”. Fez novelas (“Geração Brasil”) e séries (“Sob pressão”) até que montou com o marido, Gabriel Chadam, também ator e cantor, a banda Fulanos & Ciclanos. Veio a primeira filha, Gaia... Continue Lendo no Estado de Minas

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terça-feira, 23 de junho de 2026

Felipe Antunes - Dança do Universo (2026)...




Cantor e compositor Felipe Antunes apresenta ‘Dança do Universo‘, novo trabalho que consolida sua trajetória autoral ao propor uma experiência sensorial sobre conexão, tempo e coletividade. Mais do que uma sequência de canções, o álbum funciona como um percurso narrativo que investiga as relações humanas a partir do encontro entre corpo e cidade. “‘Dança do Universo’ nasce do desejo de transformar vivências em canção e comunicação. O disco parte de afetos, encontros e atravessamentos do cotidiano, em diálogo com a MPB e o samba, para falar de coletividade, tempo e resistência. Mais do que propor distanciamento, é um convite à identificação e à escuta compartilhada”, conta o artista. Em Dança do Universo, Felipe desloca o olhar de experiências íntimas para um campo mais amplo, onde trajetórias individuais passam a compor uma coreografia coletiva, construída a partir de afetos, deslocamentos e encontros cotidianos guiados por canções como a faixa-título, “Pode Apostar” e a faixa-foco “Quem Tem Vida”... Continue Lendo na Revista Prosa, Verso e Arte

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FBC, BAKA - TAMBORES, CAFEZAIS, FUZIS, GUARANAS E OUTRAS BRASILIDADES (2026)...




Enquanto tem gente do próprio rock tentando matar o estilo, há artistas de outros segmentos dando fôlego ao gênero que popularizou a guitarra elétrica no século passado. Vem de Minas Gerais um exemplo: o rapper FBC, que começou a fazer música tocando em bandas de rock e, em seguida, adotou o som do hip-hop para trabalhar sua verve política. Estabelecido como representante do rap, ele retoma o gosto pela urgência que aprendeu com o punk/hardcore e aplica isso com a contundência das rimas & poesias no novo álbum “Tambores, Cafezais, Fuzis, Guaranás e Outras Brasilidades” (2026). Tocando com outros músicos ao vivo desde 2023, FBC assume de vez a força estética do rock a serviço do ideário progressista no novo trampo que chegou ao mundo em 1º de maio (Dia do Trabalhador) – data escolhida propositalmente para celebrar a efeméride dedicada a quem está na batalha diária por sobrevivência. O lançamento aposta no peso das bases instrumentais tocadas organicamente, junto com um flow sagaz adaptado ao rock. Em 13 faixas. que somam pouco mais de 30 minutos, FBC costura andamentos hardcore, folclore das religiões de matriz africana (na sonoridade e na temática), groove, scratches e regionalismos (principalmente do norte brasileiro). Tudo a serviço de crítica e análise políticas ferinas... Continue Lendo no Scream Yell

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segunda-feira, 22 de junho de 2026

Afreekassia - Cacau 50% , Vol.2 (2026)...




Após transformar dores, mágoas e vulnerabilidades em narrativa no primeiro volume do projeto, Afreekassia inicia um novo capítulo com “Cacau 50% Vol. II”. O EP chega como desfecho simbólico de um processo íntimo vivido pela artista, atravessando amadurecimento emocional, reconstrução da autoestima e o desejo por uma vida conduzida com mais leveza. Construído a partir de experiências pessoais da artista, ‘Cacau 50%’ representa uma espécie de healing era, marcada por reflexão, coragem e retomada do controle sobre a própria narrativa. Ao reunir os dois volumes, o projeto passa a registrar início, meio e fim desse processo, tendo o volume II como conclusão simbólica da jornada... Continue Lendo no Pretessencias

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Vinícius Tavares - ZÉ DO CÃO — CAP. 01 (2026)...




Vinícius Tavares, 29, tem o hábito de falar na terceira pessoa. “A gente não tá fazendo nada do zero. Só tá criando novas roupagens pra dizer mensagens muito antigas e, também, atuais”, justifica, ante a proposta de adaptar sua entrevista para a primeira pessoa. Nesta sexta-feira (1º), o multiartista compartilha com o mundo seu EP de estreia, Zé do Cão - Cap. 01, lançado pelo selo Facção de Arte. A obra nasce em Toritama, o menor município em área territorial de Pernambuco, com cerca de 25,7 km2, localizado a 170 km do Recife, e uma das maiores indústrias de confecção têxtil do Brasil. Ao longo de sete faixas, com duração de 20 minutos, o artista agrestino se veste de uma infinidade de retalhos e tecidos que compõem a sua pesquisa musical e artística. Autoral e independente, a obra foi produzida em um home studio, entre 2024 e 2026, a começar pela faixa “Bota idéia Zé”, que, no formato atual, encerra o EP. “Foi uma das músicas que nortearam a produção. Ela tem elementos muito industriais, fala de poesia e traz elementos do cinema nacional. Adotei uma confecção semelhante às demais, pois extraí muitos samples do cinema, além de todas as outras referências musicais.”... Continue Lendo no site da Continente

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domingo, 21 de junho de 2026

bruxa do mangue - portrait of the artist as a young woman (2026)...




Download: portrait of the artist as a young woman (2026).zip (ou bote o mail no bandcamp acima)

Essas músicas são de muito antes de "Bruxa do Mangue" sequer existir. Naquela época, eu tinha vários projetos, incluindo "bandas" onde eu era a única membro, sob diferentes nomes. (Nota: se você se lembra de mim dessa época, peço: por favor, não me chame por nenhum desses nomes antigos.) Lembre-se que, aos 17-19 anos, meu domínio do inglês era ainda pior do que agora, daí as frases e pronúncias estranhas. Eu estava determinada a gravar o mínimo de takes possível das minhas músicas, daí os solos desajeitados e a performance desleixada. Eu também era muito mais dramática na minha interpretação. Mas... as circunstâncias por trás dessas músicas não são tão ruins quanto as dos anos posteriores (que, felizmente, estão todas perdidas), e as músicas que escolhi aqui são as menos piores do grupo. Eu sei, eu sei, somos nossos piores críticos, mas acredite: o que ficou de fora foi por um motivo. O que restou mostra potencial...

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sábado, 20 de junho de 2026

Lucas Valério - O Tempo Eu Quero Amar (2026)...




Disco foi gravado em casa e transforma medo, memória e amadurecimento em canções entre indie, folk e MPB Depois do fim da banda Vice Herói, Lucas Valério aparece agora estreia em carreira solo com O Tempo Eu Quero Amar, seu primeiro álbum. O disco reúne composições guardadas ao longo dos anos e funciona como um retrato de alguém tentando entender a passagem para a vida adulta sem romantizar esse processo que (quase sempre) é doloroso. Gravado de forma independente no quarto da casa onde mora, o álbum carrega uma estética caseira que joga a favor das composições. Entre violões, guitarras com ambiência, pianos, cordas, synths, Lucas constrói uma sonoridade bem intimista, equilibrando indie, folk e MPB... Continue Lendo no Minuto Indie

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sexta-feira, 19 de junho de 2026

SUNSHRD - So Close, So Far (2026)...





A cena independente brasileira segue revelando artistas que transformam experiências pessoais em música capaz de atravessar fronteiras emocionais. É o caso de SUNSHRD, projeto solo do músico cearense Matheus Scorsafava, que apresenta em seu álbum de estreia, “So Close, So Far”, uma coleção de canções que transitam entre a introspecção, a melancolia e a esperança, embaladas por uma sonoridade que dialoga com o Indie Rock, Folk, Alt Rock e Dream Pop. Após anos de atuação na cena musical de Fortaleza, participando de bandas autorais como a Outspeak e integrando diversos projetos cover que passeavam por estilos tão distintos quanto Blues, Rock Alternativo e Thrash Metal, Matheus decidiu retomar um caminho mais pessoal. O resultado é um trabalho que reúne influências acumuladas ao longo de sua trajetória, mas que encontra uma identidade própria ao traduzir sentimentos e reflexões em atmosferas densas e envolventes... Continue Lendo no Bolsa de Discos

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arthur victor - V (2026)...



Download: V (2026).rar

 Músico, cantor e compositor autoral, Arthur Victor tem muito de Zeca Baleiro e Lenine, e acaba fazendo parte do universo da MPB alternativa dos anos 1990, com suas letras confessionais e cheias de frases bacanas sobre amadurecimento, crescimento e sobre como nem sempre a realização pessoal acontece da maneira mais padronizada. O EP V vai numa onda folk-pop-brega em 28, faixa em que Arthur confessa que “ser sincero me deu prejuízo”, mas diz que “quando olho pra trás me vejo, me entendo”. Uma onda que faz lembrar os questionamentos pandêmicos surge em Sagrado, MPB rock-jazz que vai ganhando uma cara próxima do pop nacional noventista... Continue Lendo no Pop Fantasma

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quinta-feira, 18 de junho de 2026

SonoTWS - Se Não Sabe Agora Sabe, Vol. 1 (2026)...





Na última sexta-feira, 27/03, SonoTWS, beatmaker original de Jundiaí, SP, lançou Se Não Sabe Agora Sabe, Vol.1, disco colaborativo com 15 MCs que registra o melhor do que tem rolado no boombap underground nacional. Ao longo das 13 faixas, as batidas recheadas e potentes recebem as barras de Kong Cutz, Thestrow, Alra Alves, Ca$hline, Bonsai, Caio Ocean, Eveline PJL, Qualqpa (Def e Pneu), nabru, Baby Moi, Ak'him, VECTOR COLETIVO DELTA, sopapreta, yung vegan e $CARPA, nomes que têm movimentado a cena com muita autenticidade. "A parada não é só minha. São 15 MCs, 15 sonhadores — eu me incluo nisso, então 16. Mostrar cada vez mais o nosso trabalho, o trabalho do corre independente, o corre underground. Eu me considero total underground, tá ligado? Independente de números." — SonoTWS. O produtor, junto de pumapjl, compõe o Febre90s, projeto que tem levado o boombap nacional para o mundo inteiro com uma sonoridade autêntica e atual. Mas o seu trampo não é de hoje — são mais de 13 anos fazendo beats com diversos projetos lançados. Entre eles, Otra Fita e Perfeitamente Incorreto Vol.1, já haviam trazido MCs da nova e velha guarda do rap nacional, mas Sono conta que a ideia foi dar início a um novo projeto, possivelmente recorrente, que se propõe a documentar o cenário underground de maneira verdadeira... Continue Lendo no Ismo

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SONIKA - COLATERAL (2026)...



A banda pernambucana SONIKA apresenta o álbum Colateral, trabalho que sintetiza o percurso do grupo desde sua formação, em 2022. O disco reúne composições autorais, releituras e faixas inéditas desenvolvidas a partir da circulação por palcos, do contato com diferentes públicos e das mudanças na formação da banda ao longo desse período. A cena recifense dos anos 1990 aparece como referência conceitual e afetiva do álbum, relida a partir de uma perspectiva atual, sem romper com os elementos que estruturam a identidade do grupo desde o início. Em Colateral, a SONIKA articula referências da música nordestina com abordagens contemporâneas. Frevo, maracatu, coco e caboclinho dialogam com rock alternativo, indie rock, punk, nu metal e música eletrônica. Guitarras, metais, percussões tradicionais e sintetizadores convivem ao longo do repertório, organizados a partir de contrastes e sobreposições que orientam a construção sonora do disco... Continue Lendo no site do Interd

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quarta-feira, 17 de junho de 2026

Daniel Gnatali - ANTES DO SOL (2026)...




Daniel Gnatali atua em duas frentes mais conhecidas: é artista visual, e também é cantor e compositor. Antes do sol, seu novo EP, em cinco faixas, fala basicamente de mudanças e nascimentos – ou renascimentos – em meio a lembranças de Clube da Esquina, Beatles, Mutantes e Sá, Rodrix e Guarabyra. Como numa extensão do trabalho de desenhista de Daniel, investe em canções visuais, cheias de imagens. Antes do sol, aliás, é a primeira parte de um projeto duplo, que vai ser complementado com o EP Manhã de festa, a sair ainda em 2026 – e que deve ser bem mais extrovertido, menos interiorizado. A face contemplativa da música de Daniel, exposta no primeiro EP da série, aponta para folk com evocações de George Harrison em Ventre à luz do mundo, com os vocais de Nina Becker; para heranças de Zé Rodrix e Guilherme Arantes no lindíssimo country Estação; e também para ondas entre John Lennon e Lô Borges em duas faixas cantadas em inglês, Dear to me e Lady Lo (esta última, também com lembranças de Paul McCartney na melodia)... Continue Lendo no Pop Fantasma

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